quarta-feira, 28 de agosto de 2013
PAPO JOVEM: Irmãs Unidas: Santas Clara e Inês de Assis
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
ORAÇÃO: à Santa Clara
Oração à Santa Clara
Clara, santa cheia de claridade,
Irmã de São Francisco de Assis
Intercede pelos teus devotos
Que querem ser puros e transparentes
Teu nome e teu ser exalam o perfume
das coisas inteirase o frescor do que é novo ou renovado.
Clareia os caminhos tortuosos
Daqueles que se embrenham
Na noite do próprio egoísmo
E nas trevas do isolamento.
Clara, irmã de São Francisco,Coloca em nossos corações
A paixão pela simplicidade,
A sede pela pobreza,
A ânsia pela contemplação.
Te suplico, irmã Lua,
Que junto ao Sol de Assis
No mesmo céu refulge,
Alcança-nos a graça que,
Confiantes vos pedimos.
Santa Clara, ilumina os passos
Daqueles que buscam a claridade!
Amém!
Santa Clara, Rogai por nós!
PAPO JOVEM Os milagres de Santa Clara
Os milagres de Santa Clara
Os jovens quando chegam aos 18 anos sempre tem grandes planos e metas para si como comprar um automóvel, fazer uma faculdade ou até morar sozinho. Cada um tem um sonho de consumo e faz o que pode para alcançar seu sonho e seus ideais.
Santa Clara cresceu numa família rica e quando fez 18 anos se consagrou completamente a Deus, cortando seus longos, belos e louros cabelos (ela nem tinha passado em faculdade federal) e abraçou o ideal de pobreza de São Francisco. Quantos de nós teriam a ousadia de largar todo o conforto de casa para viver dependendo apenas da providência divina? Quem teria a coragem de abrir mão de si para se que outros possam viver melhor?
Santa Clara teve a coragem de seguir totalmente a Deus e na vida dela aconteceram milagres maravilhosos, então é melhor pensar bem na vida de Santa Clara antes de reclamar que Deus não fez milagres na nossa.
Leia mais sobre Santa Clara aqui
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
SANTO DO DIA
terça-feira, 10 de agosto de 2010
EVENTO
terça-feira, 3 de agosto de 2010
VOCÊ SABIA?
Este foi o primeiro relato da era cristã em que uma santa pôde presenciar o que se passava muito além das paredes que a cercavam, da mesma forma que nós podemos, hoje, através da televisão, testemunhar, com nossos olhos, o que ocorre, até mesmo, do outro lado do nosso pequeno mundo.
Santa Clara morreu no dia 11 de agosto de 1253 e foi canonizada no ano de 1255. Foi oficialmente reconhecida como padroeira da televisão no dia 14 de fevereiro de 1958, em Roma, pelo Papa Pio XII.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
ESPECIAL SANTA CLARA DE ASSIS
CONHECENDO CLARA DE ASSIS A Podemos dizer que sem Clara a experiência de Francisco é incompleta; ela é um testemunho excepcional da herança do ideal evangélico que nasce em Assis e incendeia o mundo há 800 anos. Ela é a versão feminina do ideal franciscano. 1. No ano de 1912 comemorou-se os 700 anos da Vocação de Clara e a Fundação das Clarissas. Aí surgiram os estudos sobre as pesquisas de Lemp (1892) e de Lemmens (1902). Com Oliger (1912) e Lazzeri (1912-1920) crescem as novas investigações sobre Clara. Foi muito importante neste período a descoberta e a publicação do "Processo de Canonização", mérito de Lazzeri. Nos dez anos seguintes vieram os estudos críticos junto com as Fontes Clarianas, como os de Martin de Barcelona (1921) e de Fassbinder (1936). 2. No ano de 1953 temos os 700 anos da morte de Clara; aí foram abundantes as publicações de todos os gêneros. Destacaram-se Hardick, Grou, Franceschini e Arnaldo Fortini. As publicações vieram com a grande ajuda do Protomonastero de Assis e com a publicação de "Santa Chiara: Studi e Cronaca". A partir de então pudemos conhecer as "Cartas para Inês de Praga" que ajudaram muito no perfil da espiritualidade e personalidade da fundadora. 3. A partir de 1965 o Concílio Vaticano II determina o retorno às origens e com isso influencia o desejo de aprofundar os escritos pessoais de Clara para colher aí seus ideais em toda a sua autenticidade, como base de renovação do rosto feminino do franciscanismo e a descoberta de uma verdadeira, original e própria espiritualidade. 4. No ano de 1994 celebramos o 8º Centenário do nascimento de nossa mãe, irmã e mestra. Novas publicações marcaram a família franciscana e clareana. Aqui no Brasil destacamos a publicação das "Fontes Clarianas", com tradução e comentários de Frei José Carlos Pedroso e "Clara de Assis, A primeira mulher franciscana", de Anton Rotzetter, Vozes-FFB. Frei Clarêncio Neotti coordenou a comissão central do 8º Centenário que nos legou os excelentes fascículos: "Recomeçar com Clara e Francisco", "Caminhar com Clara e Francisco", "Para celebrar Santa Clara", "Para Rezar com Clara e Francisco". 5. E finalmente estamos celebrando os 750 anos da morte de Santa Clara. Ano Clariano! Não podemos deixar de ler a excelente Carta do Ministro Geral Frei Giacomo Bini, OFM, "Clara de Assis: um hino de louvor" , na qual ele lembra que "também uma carta pode tornar-se lugar de comunhão, de diálogo fraterno, para descobrir aquele algo novo a respeito do Senhor que Clara pedia a Junípero e que nossos tempos e nossas gerações ainda esperam de nós com urgência". Graças a estes momentos celebrativos, muitos valores da grande fundadora chegam até nós. A presença e a mensagem de Clara são parte integrante e imprescindível da espiritu-alidade franciscana. Não se pode falar de Francisco sem Clara de Assis. Frei Vitório Mazzuco Filho |
ESPECIAL SANTA CLARA DE ASSIS
O CORPO DE CLARA
Em 11 de agosto de 1253, Santa Clara entra na glória eterna; já no dia seguinte seu corpo é levado para a Igreja de São Jorge onde também repousa Francisco. No dia 3 de outubro de 1260, o corpo é exumado e colocado na Basílica de Santa Clara; ali permanece perto do altar com uma simples inscrição: "Aqui jaz o corpo da Virgem Santa Clara", protegido pelo brilho de uma lâmpada e as preces silenciosas de suas filhas que guardaram este fato no segredo de seus corações.
Em 1849 a República Italiana escolhe Assis como sede do governo e não tem boa relação com as instituições religiosas. No meio de conflitos e inventários, perseguições e desordem civil e espiritual, a Abadessa Clara Columba Angeli, resolve procurar o corpo da venerável Mãe Clara, para que a grande dama de Assis seja um verdadeiro sinal de paz e unidade para um momento sofrido da história italiana. Neste mesmo ano, o cardeal Marini, prefeito da Congregação dos Ritos, visita Assis para a festa dos Estigmas, e, num encontro com as Clarissas, conversam sobre o encontro dos restos de São Francisco em 1813. A Abadessa aproveita a ocasião e diz: " Eminência, já que o Sol deixou-se encontrar, não é necessário que a Lua tenha também o seu lugar?"
No dia 6 de agosto de 1850 recebem autorização do governo civil para a exumação. No dia 23 do mesmo mês, em silêncio e sempre à noite, os trabalhos começam acompanhados pelo vigário episcopal Luigi Alexandri, do Delegado para os Religiosos Pe. Giuseppe Morichelli, e o especialista em escavações Marco Rondini. Oito dias depois encontravam o túmulo onde o corpo da santa fora depositado há 6 séculos. No dia 23 de setembro, com a presença do Bispo de Perugia, Giocecchino Pecci (futuro Papa Leão XIII), o químico Purgotti, o arqueólogo Antonini e o diretor do arquivo municipal de Assis Paolo Cesini abriram o sarcófago. Não havia nenhuma inscrição junto com os restos mortais. O corpo de Clara tinha o fino semblante intacto, a pele estava sombria e bem colada aos ossos. Uma coroa de honra feita no século XIII estava perfeita. Os ramos de tomilho que enfeitavam o corpo permaneciam conservados. O corpo todo estava em estado de esqueleto na disposição normal dos ossos. A cabeça inclinada sobre o ombro esquerdo, o braço esquerdo sobre o peito e o direito estendido ao longo do corpo. Um fio de pó branco recobria o esqueleto. O corpo foi erguido e colocado num relicário. Uma grande relíquia foi mandada a Roma.
"Um Tríduo foi celebrado em ação de graças nos dias 26, 27 e 28 de setembro, depois que a urna foi aberta uma outra vez para recobrir os ossos da Santa e lhes dar a aparência de um corpo. Tinham sido envoltos anteriormente por uma camada de algodão. A túnica parda, a cobertura da cabeça branca e o véu preto foram confeccionados por algumas senhoras desconhecidas de Assis. Colocou-se sobre a cabeça uma coroa de flores. A urna foi então fechada e ornamentada para a procissão solene que teve lugar na tarde de 29 de setembro. Numa recordação comovente das horas históricas, o corpo de Santa Clara foi conduzido por quatro sacerdotes sob os aplausos da população, em primeiro lugar a São Rufino e, em seguida, para uma visita ao túmulo de São Francisco. Ao crepúsculo, as Irmãs acolheram sua Mãe no claustro e colocaram a urna aos pés do crucifixo que ela tanto amara em São Damião. Bem ao lado, se encontrava ainda uma outra preciosa relíquia: a grade atrás da qual Clara tinha recebido a Santa Comunhão. A bênção do Santíssimo Sacramento encerrou este dia memorável."
O corpo de Clara que está hoje na basílica foi mais uma vez restaurado. De 17 de novembro de 1986 até 12 de abril de 1987 um paciente trabalho foi feito para tirar do corpo da Santa um estado de viscosa humidade, devido ao clima e aos longos anos que criaram a decomposição das partes extremas, em particular as falanges e os dedos dos pés. Quando examinaram o corpo, ele mantinha a mesma posição deixada em 1850. Todo ele foi recomposto e restaurado com tela, gesso, esmalte e silicone. A equipe que trabalhou foi esta: Gianfranco Nolli (egiptólogo), Maria Venturi (ortopedista), Gabrielle Nazareno (químico), Massimo Benedettucci (escultor) acompanhados da Abadessa Madre Clara Lucia Canova e Frei Giovanni Boccalli, Provincial de Assis. Recompuseram o corpo e o rosto segundo os documentos da época, mantendo a personalidade de mulher fascinante, ardente, terna, sensível, segura e muito equilibrada.
Ao chegarmos a Assis e rezarmos diante de Clara devemos lembrar que uma vida como a dela é sempre fecunda, nunca se decompõe. Num coração aberto para o Absoluto, Deus sempre deposita a sua Beleza.
Diante de seu corpo temos que ter o desejo de rezar. É preciso sempre desejar o espírito! Rezar é abrir os olhos, abrir nossas faculdades humanas e todo o nosso ser e deixar que Deus se estabeleça aí. Rezar é ver e auscultar, perceber que o espírito sempre trabalha na imagem.
Diante do corpo de Clara, é preciso redescobrir a espiritualidade da ternura, da pequenez, da pobreza. Clara, mulher e santa, não é um aprendizado intelectual, mas um conhecimento afetivo. Por que Clara é bela? Porque o Espírito imprime sempre no corpo a sua forma. O Amor pelo Esposo tomou forma em seu corpo! Após 750 anos, cuidou-se muito dos restos mortais de Clara para não se deixar de lembrar a sua forma de Vida, modo como ela eternizou-se no tempo.
Frei Vitório Mazzuco Filho
ESPECIAL SANTA CLARA DE ASSIS
A UTOPIA DE FRANCISCO SE FEZ CLARA
Estamos em pleno Ano Clariano e na oportuna comemoração dos 750 anos da Morte de Santa Clara de Assis. Comemorar a morte de uma santa é comemorar o modo como sua presença permanece em plena vitalidade. A pessoa santa vive na perenidade da obra que deixou. Clara de Assis está vivendo! Mesmo que nós frades não estejamos atentos a esta verdade, a presença de Clara é muito forte para a humanidade e para a igreja.
O que sabemos da mãe do nosso movimento? Ela não é a sombra de Francisco, mas brilha com ele na primavera da sociedade e da igreja medieval até os tempos atuais. Cidadãos de Assis e cidadãos do mundo, os dois são portadores de uma personalidade forte e original. Há 800 anos o Movimento de Assis sacode o mundo com valores profundamente humanos e divinos, nele o Evangelho faz estrada. E desde então temos esta Mulher Nova que nos legou um modo de amar e um modo de abraçar a revolução que vem da altíssima pobreza.
O título acima é de uma obra coletiva italiana publicada pela Cittadella Editrice e remete à escolha comum do Evangelho. Clara não é fotocópia de Francisco mas é o lado feminino do projeto sonhado por ele. Ela viveu o discipulado como uma mestra autônoma e responsável do mesmo projeto de vida evangélica. Por séculos Clara ficou desconhecida por que culturalmente achamos que experiências, escritos, mística, espiritualidade, carisma fundacional, capacidade de conduzir grupo religioso é atribuição apenas de homem; aliás, descobrir o potencial feminino é o que falta ainda no processo de conversão da própria eclesialidade.
Quem de nós conhece as fontes clarianas? Os escritos de Santa Clara e os textos ligados à sua vida são as fontes para o conhecimento primário da experiência religiosa e mística da mãe do Movimento de Assis. Clara é nossa primeira mística e primeira escritora, contudo as suas Cartas à Inês de Praga foram publicadas e divulgadas em 1953 por Fausta Casolini, por ocasião do VII Centenário da Morte da Santa. A Legenda de Santa Clara, atribuída à Tomas de Celano, foi traduzida para o italiano e daí para outras línguas a partir de 1962. O Processo de Canonização de Clara foi descoberto apenas em 1920. A partir do estudo e conhecimento destas obras podemos saber muito sobre Clara. E o que devemos saber?
Ela é fundamental para a nossa família religiosa. É fundadora com Francisco e mestra da nossa rica espiritualidade. Ela tem muito a dizer. Ela nos ensinou a pensar a realidade sob a ótica da contemplação; com ela temos que aprender a transformar o nosso tempo em templo. Nós falamos de um modo conceitual sobre a pobreza, Clara casou-se com ela. Nós seguimos o Senhor, Clara se enamorou por Ele. Nós estudamos a pobreza, Clara pediu ao Papa o "Privilegium Paupertatis" , o privilégio de viver sem nenhum privilégio, a renúncia a qualquer status, a coragem de ter tudo em comum.
Clara é um ícone da vivência radical do Evangelho: vivê-lo e nada mais! Transformou a essência do cristianismo num modo cotidiano, simples e fraterno. Uma Dama Nobre que escolheu viver a sobriedade longe do barulho escandaloso das colunas sociais.
Clara é uma Mulher Nova a viver seus dons naturais aperfeiçoados pelas virtudes do Evangelho: inteligente, bela, corajosa, bondosa, segura, compreensível, acolhedora e contemplativa. Viveu 40 anos reclusa em São Damião e fez do mosteiro não uma prisão mas um útero onde cada dia gerou o Reino de Deus. De São Damião ajudou a resolver as inquietudes de seu tempo, salvou Assis da invasão e da guerra, como mulher olhou muito no Espelho para ver o melhor de si mesma: a beleza e a graça do Amado. De São Damião passou para a história como uma mulher e santa universal.
ESPECIAL SANTA CLARA DE ASSIS
FRANCISCO E CLARA SÃO IGUAIS
Na visão de Jesus Cristo, no apaixonado amor por ele, na vontade de representar seus traços de Filho e de irmão menor e de segui-lo como discípulos, irmãos, mães.
Na visão de Deus Pai, o Bem, todo o Bem, do qual se sentem filhos, e que sem cessar o invocam: Pai nosso!
Na docilidade ao Espírito do Senhor e seu santo modo de operar, como seus esposos.
Na vida trinitária, ao se oferecerem para morada de Deus trino.
Na visão de Maria, pobrezinha, disposta a ouvir a Palavra de Deus e a servir os irmãos.
No dinamismo de conversão, prontos a acolher o amor de Deus até o esquecimento de si.
No radicalismo evangélico que os anima a procurar a pobreza interior e exterior como forma de estar diante de Deus e da criação.
Na dedicação à contemplação, à celebração de Deus e de sua obra de amor em Cristo, na criação, na providência e na renúncia às comodidades, ao sucesso, a egoísmo, alegres por viver só para Deus, na virgindade e obediência.
No amor à Palavra de Deus, à celebração litúrgica vivida de maneira simples mas profunda, à Eucaristia.
No olhar cheio de amor e de paz pela criação e pelas criaturas.
Na visão de uma fraternidade vivida na igualdade, no serviço humilde, animados por sentimentos maternos. Mesmo a autoridade eles a vivem como maternidade.
No gosto pela minoridade, pelo último lugar, pela simplicidade.
No amor e na submissão à Igreja.
Na paixão apostólica pela salvação dos homens e no esforço de colaborar para o crescimento do Reino de Deus.
(Frei Hermann Schalück, Ministro Geral, em setembro de 1996, no Congresso dos Assistentes das Contemplativas da Família Franciscana, na Porciúncula)
ESPECIAL SANTA CLARA DE ASSIS
Santa Clara nasceu em Assis, Itália, por volta de 1194, numa família rica e nobre. Seus pais chamavam-se Favarone e Hortolana, sendo Clara a filha primogênita. Com Inês e Beatriz, suas irmãs menores, que mais tarde também entrariam no Mosteiro de São Damião, Clara esforçava-se no amor a Jesus e sentia em seu coração o chamado para segui-lo.
Clara sonhava com uma vida mais cheia de sentido, que lhe trouxesse uma verdadeira felicidade e realização. O estilo de vida dos frades a atraía cada vez mais.
Depois de muitas conversas com Francisco, aos 18 de março de 1212, (Domingo de Ramos), saiu de casa sorrateiramente em plena noite, acompanhada apenas de sua prima Pacífica e de outra fiel amiga, e foi procurar Francisco na Igrejinha de Santa Maria dos Anjos, onde ele e seus companheiros já a aguardavam.
Frente ao altar, Francisco cortou-lhe os longos e dourados cabelos, cobrindo-lhe a cabeça com um véu, sinal de que a donzela Clara fizera a sua consagração como Esposa de Cristo. Nem a ira dos seus parentes, nem as lágrimas de seus pais conseguiram fazê-la retroceder em seu propósito. Poucos dias depois, sua irmã, Inês, veio lhe fazer companhia, imbuída do mesmo ideal. Alguns anos após, sua mãe, Ortulana, juntamente com sua terceira filha Beatriz, seguiu Clara, indo morar com ela no conventinho de São Damião, que foi a primeira moradia das seguidoras de São Francisco.
Com o correr dos anos, rainhas e princesas, juntamente com humildes camponesas, ingressaram naquele convento para viver, à luz do Evangelho, a fascinante aventura das Damas Pobres, seguidoras de São Francisco, muitas das quais se tornaram grandes exemplos de santidade para toda a Igreja.
As Irmãs Clarissas vivem um estilo de vida contemplativa, sendo enclausuradas. Quer dizer que não têm, normalmente, uma atividade pública no meio do povo, dedicando-se mais à oração, à meditação e aos trabalhos internos dos mosteiros.
ESPECIAL SANTA CLARA DE ASSIS
CRONOLOGIA DA VIDA DE SANTA CLARA DE ASSIS
1193-1194
- Nascimento de Clara Offreduccio de Favarone, emAssis
- 1198 A Família de Clara se refugia no Castelo de Cocorano.
- 1203-1205 Exílio em Perugia, juntamente com outras famílias nobres que combatem contra o município de Assis
- 1210 Clara assiste às pregações de Francisco
- 1212 Noite de Domingo de Ramos, Consagração de Clara na Porciúncula (Santa Maria dos Anjos). Breve período junto às beneditinas. Fixação definitiva em São Damião.
- 1214 Irmã Balvina, companheira de Clara, funda uma comunidade de damianitas em Spello.
- 1215 Clara recebe o título de Abadessa.
- 1216 Obtém do Papa o privilégio da máxima pobreza.
- 1218-1219 Clara e as suas irmãs recebem a Constituição do Cardeal Hugolino com a Regra de São Bento. Algumas damianitas emigram para Sena, Luca, Florença, onde Inês, irmã de Clara, torna-se Abadessa.
- 1220 - Segundo a Tradição, tem lugar a fundação de Reims, o primeiro mosteiro de França.
- 1224 Início da doença de Clara.
- 1227 O Papa confirma a assistência dos frades para as irmãs de São Damião.
- 1228 Primeira comunidade de diamianitas na Espanha: Pamplona. Na Itália existem, pelo menos, 24 comunidades. O Papa visita Clara em São Damião.
- 1234 Santa Inês, filha do rei da Boêmia, funda um convento em Praga e lá vive. Primeira carta de Clara a Inês.
- 1238 Um convento de damianitas na Eslovênia: Trnava.
- 1240 Sarracenos em São Damião: proteção milagrosa da comunidade.
- 1241 (22 de junho) Pela oração das irmãs, a cidade de Assis foi libertada do cerco dos exércitos do imperador.
- 1242 A beata Cunegundes funda um mosteiro em Olomuc, Moravia.
- 1245 A beata Salomé funda um mosteiro na Polônia, em Zawichost.
- 1247 Regra de Inocêncio IV: as damianitas são associadas à Ordem Franciscana e deixam a Regra de São Bento.
1253
- O Papa visita Clara e aprova a sua Regra.
- No dia 11 de agosto morre Clara.
- 1253 (novembro) Morte de Santa Inês de Assis (irmã de Clara)
- 1255 Canonização de Santa Clara. Celano escreve a sua biografia (Vida).
- 1260 Traslado do corpo de Clara e transferência da comunidade de São Damião para o atual mosteiro de Santa Clara de Assis.
- 1263 Regra de Urbano IV. A Ordem de São Damião toma o nome de Ordem de Santa Clara.
sábado, 6 de setembro de 2008
CINE JÁ! - Coral de Jovens e Ofertório na Festa de Santa Clara 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
COMUNIDADE SANTA CLARA DE ASSIS - 21 ANOS

A fundação de nossa comunidade se deu em 1987, nas primeiras reuniões formadas por um grupo de moradores, como D. Iraci e Sr. Francisco Marchesi, Sr. João Lacerda e D. Geralda, Sr. Joel e D.Regina, D. Alice, Conceição, Sebastião Maioli (atualmente Padre), D. Irene, Sr. Gilberto e D.Mariza, acompanhados do Padre José Muniz (atualmente em Minas Gerais) e com apoio do Sr. Vitor Brambati (in memorian), João Piumbini (in memorian) e Josias Ceruti (in memorian), que foi o doador do terreno e inventivador da construção do templo.
As primeiras Missas e Celebrações foram nas casas dos moradores, até se instalarem na casa do Sr. Joel, num salão improvisado. Com a doação do terreno, começaram as rifas e festas para a aquisição de materiais para a construção. A primeira festa da comunidade foi realizada no galpão da antiga fábrica de tijolos, que se situava à Rua Vitória Régia e hoje encontra-se demolido. Em junho de 1988 houve a benção da Pedra Fundamental, pelo Pe. José. Neste momento, várias outras famílias já haviam se ajuntado ao grupo inicial.
Após alguns anos de construção, o Templo foi inaugurado em 1992. Alguns anos depois, deu-se início à construção da Cantina e, mais tarde, do Salão Comunitário. Recentemente, as maiores Obras foram realizadas através das Campanhas da Telha e do Piso.
Muito há pela frente, nossa comunidade vive um expressivo aumento de participantes e nossos bairros um grande aumento de moradores. Com o trabalho e a Fé em Deus, continuaremos a construir nossa comunidade dia-a-dia. Mas não só uma construção material, de paredes e tijolos, mas também uma construção espiritual, baseada na Palavra e no Amor de Cristo.
PRESENÇA DA JUVENTUDE
A presença da Juventude na comunidade se deu desde o início, com o Grupo de Jovens JASCLA (Jovens e Adolescentes de Santa Clara). Anos mais tarde, este pequeno grupo se desfez, mas surgiu o JOAO (Jovens agindo em oração), que durante quase 10 anos atuou na comunidade, Por fim, em Março de 2006, nasce a Juventude Ativa!, mais conhecida como o JÁ! Além destes grupos, tivemos várias turmas de Perseverança, Crisma e o Grupo de Adolescentes Caminhando com Cristo (GACC), que no momento está inativo. Que nossa comunidade continue apostando no jovem, presente e futuro da nossa igreja!
OS SACERDOTES E VOCACIONADOS
· Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Padre José Muniz
Padre Tarcísio Caliman
Padre Décio
Irmã Palmira
Padre Paulo Regis
· Paróquia São José
Padre Sebastião Batista
Padre José Herval
Padre José Carlos
Na montagem, Vista do Templo na sua inauguração, em 1992; Construção do Salão Comunitário; e o Grupo de Cantos dos Adultos.
A HISTÓRIA DE SANTA CLARA DE ASSIS
Santa Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe, Clara tinha também o sangue da nobreza. Seu pai se chamava Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além da nobreza de origem, a família era rica, possuidora de não poucos bens.
Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe também os ensinamentos da religião. Assim, desde criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra idade, já se privava de iguarias para, às escondidas, dá-las aos pobres.
Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara, sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza os pretendentes que os pais lhe apresentavam. Foi neste tempo que ouviu falar de Francisco, um jovem que deixou família e
riquezas para, com um grupo de companheiros - todos considerados loucos pela sociedade - simplesmente viver segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta idéia a empolgou. Estava decidida: iria viver como aqueles jovens. Depois de algumas conversas com Francisco, foi feito por ambos um plano de fuga.
Duas semanas depois, nova fuga da casa de Favarone. Era a segunda filha, Inês, que fugia e ia viver com Clara. Nova tentativa dos parentes de conduzir de volta a segunda filha. Tudo em vão. Assim, a nova comunidade fundada por Clara começava a crescer. Vieram em seguida suas antigas companheiras: Pacífica, Benvinda de Perusa, Cecília de Gualtieri, Filipa de Gislério, Cristiana de Bernardo e outras. Mais tarde veio também a outra irmã, Beatriz, e finalmente sua mãe Hortolana. Depois de mais de quarenta anos de vida no mosteiro, uma vida escondida que, no entanto, irradiava por todas as regiões da Itália, Clara faleceu aos 11 de agosto de 1253, sendo canonizada apenas dois anos depois de seu falecimento.
Pouco tempo depois da morte de Clara, a pedido do papa Inocêncio IV, o bispo de Spoleto convida as monjas do mosteiro São Damião para darem testemunho de Clara. Na ocasião foram narrados episódios significativos de sua vida, tais como: a fuga de sua casa paterna, o encontro com Francisco, os primeiros dias vividos no mosteiro São Damião, a invasão e o milagre da fuga dos Sarracenos, os últimos instantes de sua vida. Clara morreu no dia 11 de agosto de 1253. Dois anos depois de sua morte o papa Alexandre IV a proclamou Santa. Em 14 de Fevereiro de 1958 o Papa Pio XII a declarou padroeira da televisão.
CURIOSIDADESO MILAGRE DA FUGA DOS SARRACENOS
Houve uma época em que os sarracenos, soldados muçulmanos, estavam nos vales ao entorno de Assis. Todos os conventos dessa época já haviam sido saqueados e faltava apenas o São Damião, das clarissas. Ao serem atacados, Clara mandou que a levassem ainda muito doente para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente um Ostensório, com o Santíssimo Sacramento.
PADROEIRA DA TELEVISÃO
Numa noite de Natal, Clara encontrava-se acamada, doente, e não pôde ir à capela rezar as Matinas. Ficou sozinha em São Damião e começou a meditar sobre o pequenino Jesus e, sofrendo muito por não assistir seus louvores, suspirou: “Senhor Deus, deixaram-me aqui sozinha para Vós”. Segundo Celano, nas Fontes Históricas, eis que de repente começou a ressoar em seus ouvidos o maravilhoso concerto que se desenrolava na Igreja de São Francisco. Escutava o júbilo dos irmãos salmodiando, ouvia a harmonia dos cantores, percebia até o som dos instrumentos.
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