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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ENTREVISTA: The Flanders em contagem regressiva para lançamento de DVD

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The Flanders em contagem regressiva para lançamento de DVD



Banda vive expectativa para lançamento do primeiro DVD
A banda The Flanders está contando os dias para o lançamento do primeiro DVD da carreira. Gravado em agosto passado, em Campinas (SP), o álbum está em fase final de edição.
Bem humorados, os integrantes da banda falaram com o jornalismo da Gravadora CODIMUC sobre os bastidores da gravação, a ansiedade pelo lançamento e revelaram que o DVD será inovador no meio católico.

– O DVD marca os 10 anos de carreira da banda. Como foi a decisão de gravar um DVD nesse ano histórico?
Coelho - O ano de 2010 começou com o sonho do DVD. Sem dúvida nenhuma, era nosso maior objetivo, pois o Flanders estava completando 10 anos de vida. Era um momento histórico. Só não sabíamos por onde nem como começar. Na época, estávamos sem uma parceria de gravadora, sem apoio nenhum e, pela experiência que tivemos com o CD Reverso, que foi lançado de forma independente, sabíamos que fazer tudo por conta própria seria sacrificante demais e até “quase” impossível, pensando no investimento que teríamos que fazer.
Mesmo sabendo de tudo isso, começamos a discutir possibilidades. O nome da Lize (Borba – designer e diretora de arte da CODIMUC) foi citado como ponto de partida. Em contrapartida, ela sugeriu uma conversa direta com o Eraldo (Mattos, diretor da CODIMUC). A partir dessa conversa, o DVD realmente começou a tomar forma. Um pouco antes disso, me lembro de ver o Tchelão entrar na sala de ensaio e afirmar: “Galera, nós vamos gravar o DVD!” Aquilo nos deixou bem preocupados (risos).
Enfim, não há dúvida nenhuma de que Deus foi colocando cada peça, cada pessoa neste projeto, um a um em seu devido tempo. Como um quebra-cabeça, tudo foi acontecendo, clareando e aí chegou a hora da correria.

- E aí, depois de confirmar a gravação do DVD, como foi a produção?
Tchelão – Quando percebemos que o DVD sairia de fato, foi a hora da correria absurda, pois tínhamos pouquíssimo tempo para realizar tanta coisa. Numa conversa com a equipe da CODIMUC, que foi a gravadora que nos disse sim, que é a nossa parceira neste projeto tão lindo, decidimos os passos e prazos que teríamos que seguir e respeitar.
Entramos em estúdio para começar a escolher o repertório. Deu trabalho…muito trabalho! (risos).
A partir dessas decisões, partimos para os arranjos, e esse processo se seguiu até praticamente um dia antes da gravação. Em paralelo com o trabalho no estúdio, com as músicas, trabalhávamos também com toda a divulgação do evento, o que nos deixou simplesmente exaustos.
Era muita coisa para resolver em pouco tempo, mas Deus esteve lado a lado com a equipe toda. Se não fosse o nosso Amado, certamente não teríamos concluido este trabalho.

– O que os fãs da banda podem esperar desse trabalho?
Tchelão – Esse DVD, sem dúvida nenhuma, é o resumo dos 10 anos de história da banda The Flanders. Inicialmente, não queríamos planejar o repertório baseado nos 10 anos, queríamos nos desprender da linha do tempo do Flanders, mas foi simplesmente impossível. À medida em que decidíamos o repertório, percebíamos que estávamos de fato correndo pelos 10 anos de vida do ministério.
Dentre várias decisões do repertório, optamos por incluir músicas que não tocávamos há muitos anos e ou tocávamos muito pouco. Decidimos também realizar algumas surpresas, como por exemplo alterar o ritmo de uma música tradicional de forma radical (risos). Preparamos um show com a cara do Flanders: músicas dos três CDs, com muita energia. Com nossas mensagens cheias de felicidade,  queremos, nesse DVD, aproximar os jovens de um Deus amoroso, cuidadoso, que muitos ainda desconhecem.

– Certamente vocês têm acompanhado a pós-produção do DVD. O que vocês podem adiantar para o público?
Coelho - A pós-produção está fantástica. A edição de imagem, por exemplo, vem com um propósito muito inovador, diferente do que o mercado tem oferecido. Saímos da mesmice, do padrão e decidimos inovar. Assim é o Flanders e assim é a CODIMUC. São histórias que se esbarram e correm juntas, para o mesmo lado.
Temos como característica maior do ministério The Flanders a inovação. Não temos medo do novo e o público sempre espera de nós esse algo novo. Quando voltamos a trabalhar com a CODIMUC, nesse DVD, sabíamos que acima de tudo estaríamos de volta à nossa casa, que seríamos muito respeitados e que teríamos respaldo para estar alguns passos à frente. Estávamos certos.
A Lize é um imenso talento, além de amiga, irmã, de inteligência e visão ímpares. Também tem o fato de gostar demais da nossa história. Isso é fundamental em um trabalho artístico. Temos também um grande parceiro no trabalho de áudio, que é o Tiago Mattos. Um grande amigo, atencioso, estudioso, detalhista. É outro grande profissional. Como afirmei, esse DVD promete em todos os sentidos. No dia da gravação do DVD, para onde olhávamos não víamos uma equipe e sim amigos. Esse é o diferencial do DVD: foi feito com amor, carinho, respeito e entre amigos…para Deus.

– Como está a expectativa para o lançamento?
Coelho - Imensa. Foi tanto trabalho, que o que está  nos “corroendo” por dentro é a expectativa de ver o DVD finalizado, para comemorar juntos à gravadora, amigos, familiares e fãs. Todos os dias recebemos muitas mensagens de pessoas ligadas ao Flanders, todas carregadas de muita ansiedade e expectativa, perguntando-nos sobre o lançamento. É incrível o número de pessoas correndo lado a lado com o Flanders, neste projeto tão especial. Esperamos que, acima de tudo, este material possa dar ótimos frutos e que ajude a transformar muitas vidas.

– Após o lançamento do DVD, vocês estão planejando alguma turnê especial?
Tchelão - Sim. Fizemos reuniões com nossa produtora para alinhar todos os detalhes para este ano. Decidimos metas a curto, médio e longo prazo, discutimos prós e contras do trabalho realizado em 2010.
Estamos aguardando a finalização da arte do DVD para começar a preparar toda produção de palco para a turnê 2011 DVD Flanders. Estamos muito focados, alinhados e animados demais com 2011 que será outro ano de muitas alegrias e bons frutos. Preparem-se, pois em 2011 o Flanders vem forte.

– Deixem uma mensagem para a galera que curte o som de vocês e que certamente vai curtir esse novo trabalho.
Coelho – Amigos, irmãos, aguardem um pouco mais, um pouco mais de paciência. Se aguardamos 10 anos para ver o DVD do Flanders, um mês a mais ou a menos não fará diferença (risos).
Este DVD foi e está sendo feito com muito amor por todas as pessoas envolvidas. A equipe da banda, a CODIMUC, o Marcelo Duarte, o Francis Botene, o Adriano e Haroldo, do Anjos de Resgate, equipe de captação de imagem, Jomario e família, Eraldo e Cris, enfim, todos nos disseram sim e fizeram tudo por amor.
Esse DVD é uma homenagem a vocês, ao nosso amor por Deus. Esse trabalho é um presente de Deus e o recebemos com muito amor. Use esse DVD como ferramenta de transformação de Deus na vida de suas famílias e entre seu amigos.
Obrigado a todos que nos disseram sim, que nos acolheram, que nos respeitam com nossas virtudes e falhas.
Amamos vcs! Deus é Deus e vice e versa (risos).

Fonte: Codimuc

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ENTREVISTA: Entrevista com a banda de Heavy Metal Católica - Rising Cross

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Entrevista com a banda de Heavy Metal Católica - Rising Cross

Entrevista concedida ao blog Juventude Católica 33 e feita por Tiago Rocha

1 - Como surgiu a ideia de montar uma banda católica de Heavy metal, e como foi escolhido o nome da banda?

Rising Cross.: A Rising Cross na verdade surgiu de um anseio que, na verdade, não era totalmente por uma banda cristã e sim por uma banda de metal secular. Mas esse era o nosso anseio e não o anseio de DEUS. O que acarretou na mudança de rumos. E, um divisor de águas para isso, foi a ida do Paulo Melo e do  Divino Lima (ex-membro) para o Hallel de Brasília em 2000. Naquele evento, sentimos que era o nosso chamado e assim foi feito. É claro que não foi uma decisão (somente) por empolgação pois, eles já possuíam base cristã católica bem formada por suas famílias. Caso contrário, nem no Hallel teriam ido naquela época.

Sobre o nome, procurávamos um nome que expressasse o estilo da banda e expusesse também a ideologia da banda. Ou seja, um nome que nos identificasse. Entregamos pra DEUS e fomos trabalhar. Foi quando Paulo Melo veio com o nome Rising Cross, que é um trocadilho da frase “The rising of thecross” (A elevação/ascensão da cruz).

2 - Fale um pouco sobre estes 10 anos da banda Rising Cross.

Rising Cross.: Bem pouco então. (risos) Bom, por esses 10 anos passamos e vivemos muitas experiências. Várias delas boas e algumas nem tanto. Mas o fato é que, temos o sentimento de estarmos cumprindo nosso dever. Porém, sabemos que DEUS reserva muito mais pra nós e por isso, seguimos em frente, sempre!

Infelizmente, muitas vezes, nos esbarramos em dificuldades para firmar a formação da banda (coisa comum no meio) e isso, nos fez parar/refletir para posteriormente ganhar mais gás, novo ânimo. Acreditamos que até nisso DEUS agiu pois, a sementinha sempre foi sendo plantada, tanto diretamente em nós quanto nas pessoas que estavam mais próximas de nós. E isso já rendeu e rende bastante frutos, como por exemplo, mais bandas de heavy metal cristãs que surgiram.
3 - Qual foi a experiência ou testemunho que vocês tiveram do público que curte a Rising Cross?

Rising Cross.: Olha, graças a DEUS nossa experiência foi e é ótima. E isso, na maioria das vezes, nós passamos a perceber através das pessoas que nos procuram para agradecer, apoiar etc. Já tivemos experiências fantásticas até mesmo fora do meio católico. Várias pessoas de outras denominações chegaram (e chegam) até nós para nos parabenizar e agradecer por alguma palavra, momento ou show que, de uma forma ou outra os tocaram. Por mais incrível que possa parecer, até mesmo a galera do meio secular vem até nós elogiando nossa perseverança, dedicação e exemplo. Enfim, graças a DEUS, nosso maior retorno vem mesmo do público. E isso nos deixa felizes pois, na realidade, esse é o objetivo!
4 - Como a banda recebeu a repercussão do EP "Trumpets of Victory " com boas resenhas em sites e revistas?

Rising Cross.: Olha, quando começamos a gravar, tínhamos por objetivo fazer um trabalho bem feito, a altura dos ouvidos exigentes do público que curte o estilo, e que também, deixasse bem claro qual era nosso objetivo. Com base nisso, fizemos o trabalho. E, para nosso espanto, o retorno foi melhor do que  esperávamos! Foi (e ainda é) incrível o retorno que obtivemos. Mandamos material para vários veículos especializados e, pelo fato do trabalho estar disponível para download gratuito (ver seção “Downloads” no site da banda), várias outras resenhas foram surgindo também. Vira e mexe “descobrimos” mais uma. (risos) O fato é que, a decisão de ter deixado o EP disponível para download foi acertada visto que, da forma convencional, dificilmente teríamos o alcance que tivemos. E isso foi ótimo para divulgar nosso trabalho e “preparar o terreno” para o lançamento do álbum, que está sendo preparado/finalizado.
5 - A banda está preparando para lançar algum CD? ...se tiver como está sendo...e o que podemos esperar.. tem alguma previsão de lançamento?

Rising Cross.: Sim, na realidade esse foi nosso objetivo inicial ao entrar no estúdio para gravar. Com o tempo, amadurecemos a ideia do EP e acabamos lançando-o. Mas, desde a época do lançamento do EP, o álbum já estava sendo preparado. A ideia inicial era lançá-lo em 2010 porém, tivemos que adiar mais um pouco pois, ficamos bastante ocupados com algumas questões de ordem familiar (Alfredo Egito virou papai novamente e Paulo Melo se casou) e, acreditem, isso tomou-nos bastante tempo (que já era escasso) (risos). Em Provérbios 19.21 está escrito "Há muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do SENHOR que se realiza." então, nisso, ficamos tranquilos em tomar atitudes como essas pois, família é um bem sagrado também e deve ser tratado como tal.

Então, sobre o álbum, ainda temos algumas coisas para finalizar (solos e coros) e nossa vontade é lançá-lo agora em 2011. E estamos trabalhando para isso. Muitas pessoas não conhecem as outras músicas e nos perguntam como são, se vamos divulgar etc. E o que podemos afirmar é que, antes de lançar o álbum, iremos disponibilizar trechos em nosso MySpace e/ou site. Daí elas poderão saciar a curiosidade. É claro, outra forma de fazer isso também é indo em nossos shows! Todos são muito bem vindos! (risos) Inclusive, se nos permitem, gostaríamos de deixar nosso contato para shows: contatos@risingcross.com e (62) 8116 – 2565. Estamos com a agenda aberta para 2011.

6 - O cenário do rock cristão no geral, passa por uma certa crise, como vocês veem esta atual cena?

Rising Cross.: Acreditamos que em certos momentos é necessário que passemos por um período de deserto (isolamento, afastamento) para melhorar nossa oração, para aproximarmos mais de DEUS mas, é só por um tempo pois, se decidimos “morar” no deserto, algo não vai bem! (risos)

Sobre o cenário, acreditamos que existem várias possibilidades e, uma delas, é a falta de convicção naquilo que se está fazendo pois, se não acreditamos de verdade naquilo que fazemos, a coisa não anda. Temos que passar verdade naquilo que fazemos senão, as pessoas não acreditarão em nós e, com isso, cairemos em descrédito. E, caindo em descrédito, os frutos (principal objetivo) não virão. Pois, para que serve uma banda de Heavy Metal Cristã que não toca a vidas das pessoas, ou ao menos, as coloca pra refletir/pensar?!

Acreditamos que as pessoas devem refletir/discernir mais naquilo que DEUS quer pra elas. O que vemos muitas vezes são pessoas “empolgadas” mas que, na realidade, não são chamadas para aquilo. Não basta “gostar de rock” ou achar legal esse “lance” de rock pra DEUS, precisamos sentir o chamado. E, se chamados, dedicar para que o seu dom seja realmente útil a DEUS! E quando falamos de dom, não falamos só dos musicais, mas também, dos outros dons que podem ser úteis, como por exemplo,  pessoas que tem facilidade com marketing, gerenciamento, organização de eventos, há outros que mantem contatos etc. Tudo isso pode e deve ser útil.

Outro problema que atrapalha é que muitas vezes somos chamados, temos o dom, mas não desenvolvemos o mesmo, ficamos estacionados! Não foi pra isso que DEUS nos chamou! Quantas pessoas encontramos pela caminhada que não assumem o chamado pois, “ainda não dão conta”! Infelizmente, outra coisa que eles não se dão conta é que, há vários anos estão com o mesmo discurso.

Então, acreditamos que o cenário pode melhorar mas, primeiro, precisamos ter uma postura mais consistente (perseverante) perante aquilo que nos foi confiado.

*Blog Jc33- Valeu galera do Rising, Obrigadão mesmo pela Entrevista. E agora o espaço é livre para vocês mandarem um recado para o pessoal que acessa o Blog Juventude Católica33.

Rising Cross.: Primeiramente gostaríamos de agradecer pelo espaço e parabenizar pelo trabalho do blog. DEUS se alegra com esse trabalho, podem ter certeza!

Também gostaríamos de agradecer a todos que nos procuraram, preocupados ou interessados em nos conhecer e saber mais sobre a banda. Saibam que a Rising Cross está firme e forte na missão! :)

Também gostaríamos de convidar aqueles que não conhecem nosso trabalho a acessarem nosso site para escutar as músicas e baixarem nosso material:

http://www.risingcross.com

Comunidade no orkut:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1070627

Twitter:

http://www.twitter.com/RisingCross

Desde já, anunciamos em primeira mão também que ainda esse mês (Janeiro/2011) anunciaremos o mais novo membro da Rising Cross. Fiquem ligados!

Que DEUS abençoe a todos!!

EP: Trumpets of Victory.

Baixe as Música do Rising Cross

DOWNLOAD

contato para shows:

contatos@risingcross.com

(62) 8116 – 2565.

Reportagem Livre para Divulgação, desde que citem o endereço do Blog Juventude Católica 33 e o autor da entrevista.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

JÁ NEWS!: Dom Mário Marquez foi nomeado pelo Papa Bento XVI, Bispo Diocesano de Joaçaba em Santa Catarina

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Dom Mário Marquez foi nomeado pelo Papa Bento XVI, Bispo Diocesano de Joaçaba em Santa Catarina 


Dom Mário junto com jovens na Visita Pastoral 2010
Dom Mário Marquez foi nomeado hoje, 22 de dezembro de 2010, pelo Papa Bento XVI, Bispo Diocesano de Joaçaba em Santa Catarina.

Dom Mário foi Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo de 2006 a 2010.

O agradecimento de toda a Arquidiocese a Dom Mário pela presença e missão que realizou entre nós e que Deus abençoe sua nova missão.

A posse em Joaçaba acontece no dia 19 de fevereiro de 2011, às 16h, na Catedral Santa Terezinha.

Confira o que Dom Mário disse ao site da Arquidiocese de Vitória:

Dom Mário nasceu em Joaçaba em 1952, mas desde os 12 anos vive longe de sua região de origem. Por isso, sente sua nomeação como novo Bispo dessa cidade, como um presente, uma possibilidade de voltar ao lugar de origem.

Quando chegou a Vitória, em 2006, ficou impressionado com o contraste das paisagens litorâneas e serranas e achou características semelhantes ao Estado de Santa Catarina. Também se surpreendeu com a intensa atividade pastoral da Arquidiocese de Vitória, e, sua extensão territorial e populacional.

Quais foram os momentos mais marcantes desta caminha como Bispo Auxiliar de Vitória?
Dom Mário: Para mim, os momentos mais marcantes foram o Sínodo Arquidiocesano, as festas de Nossa Senhora da Penha, as visitas pastorais, a participação na Rádio América e Revista Vitória, as celebrações de crismas, instituição de ministros e celebrar ordenações sacerdotais.

Quais são as suas expectativas como novo Bispo de Joaçaba?
D. Mário: Conhecer melhor toda a realidade da diocese para melhor servir através da minha missão episcopal, com cuidado e zelo pastoral respeitando a caminhada da mesma.

O que o senhor vai levar da experiência como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória?
D. Mário: O meu pastoreio, como Bispo Auxiliar nesta arquidiocese, proporcionou-me uma experiência ampla e abrangente, principalmente junto à grande experiência do senhor Arcebispo Dom Luiz Mancilha Vilela como mestre e ao mesmo tempo companheiro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ENTREVISTA: As lições de José Alencar

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As lições de José Alencar
Entrevista com o vice-presidente da República


"A humildade não está na pobreza,
não está na indigência, na penúria,
na necessidade, na nudez e nem na fome"



Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual se submete.

Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é incurável?
Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado. A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público. Ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do vice-presidente, sim. Um homem, público com cargo eletivo, não se pertence.

O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra, que estava empatado. E, agora, qual é o placar?
Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos, agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no alambrado e festejar.

Como a doença alterou a sua rotina?
Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a mudar nos últimos meses. Ando cansado. O tratamento que eu fiz nos Estados Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia (desvio do intestino para uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza e Jaciara (enfermeira da Presidência da República) para me auxiliarem com a colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro a outros dois enfermeiros, Márcio e Dirceu. Sou atendido por eles no próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem drama nenhum.

O senhor não passa por momentos de angústia?
Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou assim, e não é a doença que vai mudar isso.

O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia. A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida. Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política.

É penoso para o senhor praticar a humildade?
Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o sofrimento é enriquecedor.

Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso? Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a oportunidade de refletir.

O senhor tem medo da morte?
Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor. Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena, até porque nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu paciente. Isso cabe a Deus, exclusivamente.

Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
Abraçaria minha esposa, Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão bem de mim".

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ENTREVISTA: Sallete Ferreira fala sobre seu novo CD

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Salette Ferreira fala sobre seu novo CD

Salette Ferreira , membro da Comunidade Canção Nova, tem a missão de evangelizar por meio da música. Em 2002, gravou o seu primeiro CD, intitulado "Tudo passa", depois lançou o CD " "Deus cuida de mim"". Atualmente, a consagrada se prepara para o lançamento de mais uma obra, cujo o título é "Deus caminha comigo".

Qual foi a sua experiência com Deus para compor este novo trabalho?
A música "Deus caminha comigo" nasceu em um momento muito difícil na minha família. Minha mãe está na luta contra o câncer. Na véspera do Ano Novo, tive a oportunidade de estar junto com a minha família e pude presenciar as dificuldades.

Em uma pregação, padre José Augusto exclamou: "Deus caminha com você!". Fiquei meditando essa frase, assim surgiu o refrão: "Deus caminha comigo". Esta é uma resposta da experiência que vivo com a enfermidade da minha mãe. Na dor, na alegria e na tristeza, Deus caminha comigo!

Durante o tempo de gravação, aconteceu algum fato que chamou a sua atenção?
No dia 13 de maio, entreguei o CD nas mãos de Nossa Senhora de Fátima na Santa Missa. No dia 13 de setembro, gravei o CD e no dia 13 de novembro, providencialmente é a data do lançamento. A data 13 está ligada a Nossa Senhora de Fátima. Não é superstição; pelo contrário, mostra que a Mãe está presente em todo o trabalho.

Qual é a música do CD "Deus cuida de mim" que mais diz sobre você?
Todas as músicas nasceram de uma experiência pessoal com Jesus. A música que mais fala em meu coração, no momento, é "Deus caminha comigo".

Como foi a escolha das participações especiais?
Este trabalho possui a participação de Márcio Todeschini e do Ministério Amor e Adoração da Comunidade Canção Nova. Márcio fez a participação na música "Abençoe-me", que possui uma linha melódica. Relata um diálogo a partir do que Deus fala para Abrãao e para os profetas.

A música "Vamos celebrar" convida a comunidade a exaltar o Senhor. O Ministério de Música Canção Nova representa a comunidade que canta.

Como você lida com o seu público, quando a confundem como uma artista, um ídolo?
Eu procuro ser eu mesma, faço com que as pessoas me enxerguem como uma pessoa comum, como uma missionária, como uma consagrada. Eu não tenho uma carreira musical, mas um ministério de evangelização, que é cantar, rezar, entre outros.

Como os missionários devem trabalhar o estrelismo dentro do ministério de música?
Não se pôr como estrela, mas permitir que as pessoas se aproximem. Eu gosto de andar no meio do povo, mas em alguns ambientes é necessário se poupar para não causar tumultos. Não se trata de ficar longe das pessoas, eu sou Igreja. O evangelizador precisa colocar os pés no chão nesse sentido, pois destoa do contexto da evangelização, o cantor se colocar como estrela. Fomos feitos para ser como Jesus, servir a multidão.

Bate-responde:
Amigo: Além de Jesus Cristo, eu tenho o meu esposo, Marcelo.
Filhos: Maria Luisa e Lucas.
Música: "Força e vitória" Eliana Ribeiro.
Esposo: Maravilhoso! O Marcelo comunga com a minha missão.
Família: É o lugar em que sou eu mesma; é a minha riqueza.
Missão: É a consequência do meu chamado, da minha consagração.
Deus caminha comigo: Em todo o tempo e lugar. Na dor, na tristeza, na tribulação.
Uma dor: A enfermidade da minha mãe.
Uma alegria: O nascimento dos meus filhos.
Um livro: Mensagens e testemunhos - Livro do Blog Salette Ferreira
Uma palavra: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?"
Monsenhor Jonas Abib: Um pai.
Canção Nova: Meu lugar.
Mensagem: Quero dizer a você, internauta, da importância de ter a experiência pessoal com Cristo. Não olhe para Jesus como se Ele estivesse fora de seu universo, pois o Senhor caminha conosco. Ele caminha com você!


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ENTREVISTA: Léo Dominus: Música católica para dançar!

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Léo Dominus: Música católica para dançar!

Música católica para dançar!Essa é a proposta da Banda Dominus, que tem um estilo de música diferente para evangelizar: o axé católico. O vocalista da banda, Léo Dominus, nos conta como começou sua carreira e fala de sua experiência no universo da música cristã. Se você ainda não encontrou o seu estilo dentro da música católica, aqui vai mais uma dica… Aproveite!

Como foi o início da carreira da banda Dominus?
Começamos em um grupo de Jovens na paróquia de Santana, no Bairro Serra em Belo Horizonte – MG. Éramos eu e meus outros 3 irmãos. Desde o início já fazíamos um ritmo percussivo e pra cima.

De onde surgiu a ideia de fazer música católica em um ritmo diferente, o axé? Você acha que esse estilo de música é mais atraente para os jovens?
A idéia surgiu porque na época nós gostávamos do estilo e sentimos que poderíamos fazer algo parecido e novo na Igreja. O ritmo é mais atraente sim, mas precisa-se de muito discernimento pra se tocar esse ritmo.

Vocês já sofreram algum tipo de preconceito devido ao estilo de música que vocês tocam?
No começo muita gente achou estranho e muita gente achou que a dança atrapalhava na evangelização. Graças a Deus, fomos firmes e hoje nos sentimos felizes por termos sido pioneiros no AXÉ e na dança dentro dos shows católicos.

Vocês mesmos compõem as músicas? De onde vem a inspiração para compor e cantar?
Só tocamos músicas de nossa autoria. Uma ou outra talvez não, mas geralmente são musicas nossas. A inspiração vem dos temas usados em minhas pregações, que são geralmente dentro da realidade dos jovens.

Vocês já participaram de algum concurso de música? Como foi a experiência?
Já sim. Os concursos são sempre muito bons e principalmente pra quem está começando é uma experiência muito forte.

Deixe um recado para os novos talentos da música católica que estão participando do Vozes da Igreja.
O mais importante pra quem quer se aventurar na música de evangelização é conhecer o “Senhor da música” e não a “música do Senhor”. Precisamos de uma experiência pessoal com o Senhor pra que nossa música tenha algum sentido. Senão seremos apenas mais um grupo musical.

Veja o vídeo da Banda Dominus e prepare-se para louvar a Deus dançando:

ENTREVISTA:Daniel Dial fala da nova sua vida em Cristo.

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Daniel Dial fala da nova sua vida em Cristo

O cantor de Música gospel, Daniel Dial, Ex- Vocalista da Banda Calcinha Preta, esteve no penultimo sábado (31), na cidade de Iguatu, realizando um show evangélico. Com muita simplicidade, o novo artista gospel, falou com a equipe do jornal O Popular, sobre o seu novo momento artístico.

O POPULAR: Como foi a aceitação dos fãs, família e amigos quando souberam que você passaria a servir ao Senhor Jesus?

DANIEL DIAU: Quando Deus tem um propósito na vida do ser humano, ele não faz acepção de pessoas, ele quer salvar a todos. Ele olhou pra mim e disse: eu vou lhe resgatar dali. Então, Ele me tirou da lama, e eu agradeço a Deus por estar aqui hoje, glorificando o nome do Senhor Jesus. A receptividade das pessoas é totalmente diferente, algumas pessoas acham que eu estou no meio evangélico hoje pra poder ganhar dinheiro, pra ser famoso, pra ser rico, eu não quero isso, quem tem que ser reconhecido é o Senhor Jesus, eu sou apenas um vaso usado. Minha esposa foi uma ponte para que eu viesse buscar o caminho do Senhor Jesus, meu pai era pastor evangelista, e eu posso dizer que nasci num berço evangélico. Numa manjedoura, então eu louvo a Deus pelo que ele tem feito na minha vida e na de muitos aqui.

O POPULAR: O que mudou na sua vida, depois da sua aceitação ao Senhor Jesus?

DANIEL DIAU: Mudou muita coisa na minha vida, eu não tinha alegria, hoje eu tenho, eu não tinha uma casa, hoje eu tenho a melhor casa, eu não tinha um carro e hoje eu tenho o melhor carro, eu não tinha uma cama pra dormir hoje eu tenho a melhor cama, eu não tinha uma família e Deus me deu a melhor família do mundo. É dessa maneira que Deus quer operar na vida de cada um. Lá em Matheus 16.24, Ele diz que, se alguém quiser vir até mim negue-se a si mesmo, assim disse Jesus a seus discípulos, então ele está falando isso pra muitos que estão ouvindo agora e que vão ver esta mensagem, que nós temos que renunciar todas as coisas e servir a um único Deus. Quem aceitou Jesus, recentemente na gravação de um DVD, foi o Marlus Viana, o marido da Paulinha, ele subiu no palco e confessou Jesus como seu único e verdadeiro salvador, é muito lindo o mover do Senhor na vida da pessoa.

Fonte: Jornal O Popular

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

ELEIÇÕES 2010

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eleições

Igreja dá critérios e fala à consciência das pessoas
dom raymundo_269x250(4)Entrevista com o arcebispo de Aparecida e presidente do CELAM

O arcebispo de Aparecida e presidente do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), Dom Raymundo Damasceno Assis, recebeu a imprensa na sexta-feira passada para falar sobre as eleições de 3 de outubro no Brasil. Ele respondeu a perguntas de ZENIT e de outros veículos de informação presentes na coletiva. Este é um resumo de suas respostas:

sábado, 22 de maio de 2010

TECNOLOGIA

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Orações no iPhone, iPad e Facebook: nasce iBreviary

Entrevista com o sacerdote italiano Paolo Padrini

Colocar as novas tecnologias ao serviço da vida espiritual de católicos e sacerdotes: este é o objetivo de Paolo Padrini, um jovem sacerdote que criou a iniciativa do iBreviary, uma versão digital do livro da Liturgia das Horas que permite carregá-lo no iPhone  e agora no iPad.

O Pe. Padrini, apaixonado pelas novas tecnologias, pertence à diocese de Tortona, no norte da Itália.

Também criou o Praybook, uma aplicação que procura compartilhar orações no Facebook. Ele também é o diretor do blog Passi nel deserto (Passos no deserto), sobre a atualidade eclesiástica.

Outras de suas criações é o portal Pope2You, que permite aos jovens do mundo inteiro entrar em contato com o Papa enviando-lhe cartões digitais.

Mas, principalmente, adverte Padrini, "procuro ser sacerdote, testemunhar o amor de Cristo com a convicção sincera, coerente e presente".

ZENIT o entrevistou, considerando a recente Semana da Comunicação, organizada por Paulinas Onlus, a propósito do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que tem como tema este ano "O sacerdote e a pastoral no mundo digital. Os novos meios da comunicação social ao serviço da palavra".

sexta-feira, 14 de maio de 2010

ENTREVISTA

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Entrevista: Netinho fala sobre novo CD


Descontração, alegria, profundidade de oração e um ministério fundado na Eucaristia. Esse é o cantor e compositor Netinho, que está lançando seu segundo CD solo, intitulado Novo Dia.

Vivendo um novo tempo na missão, o músico conversou com o jornalismo da CODIMUC e falou sobre a essência do novo trabalho, a parceria com Adelso Freire, a volta à carreira solo e os rumos da música católica no Brasil.

– Antes desse CD, você gravou os álbuns Permanece Fiel (solo) e Não Pare de Lutar (com a banda Ignis). Fala um pouco sobre esse novo trabalho, o que ele traz de diferença, em relação aos seus outros discos?
Netinho - Penso que a maior diferença está na maturidade e no início da descoberta de uma identidade cada vez mais intimista com o Senhor. Quando existem barreiras para conduzir os povos ao altar, surge a necessidade de levar o altar dentro de nós. Esse é o desafio desse trabalho.

- E o título do CD, por que Novo Dia?
Netinho – É mais que um título, é um momento da minha vida. Passei por momentos difíceis e ainda os passo. Esse tema serve para eu mesmo lembrar que a cada dia é possível recomeçar.

– Que músicas você destaca nesse CD?
Netinho – Difícil demais isso, hein. Nesse disco, tem músicas de minha autoria e dos irmãos da Banda Gion. O interessante é que cada música teve seu momento em meu coração e, a cada música escolhida, percebia que o Senhor falava comigo. E as músicas dos parceiros vinham ao encontro da minha realidade e do tema do disco.

– Em várias canções, você apresenta uma parceria com o Adelso Freire, que também assinou os arranjos. Como foi essa experiência?
Netinho – O Adelso foi mais que um produtor ou arranjador, ele foi irmão mesmo.  Um trabalho desse tem vida, tem sentimento, tem história. E lidar com isso às vezes é difícil. Foram momentos de Deus os que passamos produzindo, trabalhando, discordando. Mas um momento especial foi na gravação de voz da música Chamaste meu Nome. Realmente passou um filme da minha vida, desses momentos difíceis, e eu não aguentei, chorei demais e não consegui gravar. Quando olhava para a sala da técnica, esperava encontrar apoio do Adelso para respirar fundo e continuar a gravação (risos). Ele também chorava comigo e vivia aquele momento em Deus. Só tenho que agradecer…

– Você está retornando à carreira solo, depois de lançar um trabalho com a banda Ignis. Como foi essa experiência e como está sendo retornar?
Netinho - A banda foi uma experiência para o meu ministério. É normal para cada ser humano querer experimentar algo novo. No meu caso, pude perceber que havia um chamado meu, particular. E esse chamado, com o passar do tempo, foi sendo amadurecido dentro de mim. Entendi que tinha um caminho a seguir, uma nova etapa a cumprir, com outros objetivos, diferentes da proposta que estava vivendo. Dessa forma, tomei a decisão de mudar o passo. Eu não sai da banda, eu mudei o passo. Então percebemos que realmento o caminho era diferente. Não existia intenção de uma carreira solo, pois de verdade não sabia onde o Senhor me queria e nem onde ele iria me levar, simplesmente me lancei. Louvo a Deus por cada momento bom e também, porque não, pelos ruins, que me ensinaram e me deram direção para descobrir o novo.

– Hoje alguns nomes da música católica estão ganhando espaço na mídia secular. Que leitura você faz desse momento?
Netinho - Acredito que isso seja importante para o crescimento do Reino de Deus. A palavra de Deus é clara: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15). É uma ordem do Senhor e precisa ser cumprida. Mas para quem está nessa missão de levar Jesus até a mídia secular é necessário não perder o foco e principalmente a identidade. Não podemos secularizar o sagrado, temos a missão de sacralizar o que é secular.

– Centenas de bandas e cantores católicos surgem todos os anos no Brasil. Há espaço para quem está começando agora? Quem você destacaria hoje?
Netinho – Claro que existe espaço. Nossa Igreja é maravilhosa, nossa fé é linda. Quando se estuda um pouco a história do povo de Deus, é possível perceber que cada livro da Bíblia foi escrito num contexto diferente, num tempo diferente, cada um com uma cultura. Sendo assim, fico pensando que fazemos parte da história e também estamos contribuindo para continuidade dessa trajetória. E que cada ministério que surge tem sua particularidade e contribuição para o reino. Gostei muito de uma banda que ouvi esse dias: Kyrios Reggae.

– Deixa uma mensagem para o público que certamente vai curtir o CD Novo Dia.
Netinho - O mais importante do ministério não é o que se faz, mas sim a forma como se vive!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ENTREVISTA

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Guilherme de Sá fala sobre a experiência de atuar no filme "A Travessia da Serra que Chora" 


O vocalista da Banda Rosa de Saron, Guilherme de Sá, em entrevista exclusiva ao blog Rosonautas contou como foi a experiência de atuar no filme "A Travessia da Serra que Chora" e revelou detalhes sobre seu personagem. O filme conta a história de um homem que ao atravessar a Serra da Mantiqueira rumo à Basílica de Nossa Senhora Aparecida resgata a sua vida e da sua família.

Confira na íntegra a entrevista com Guilherme de Sá:

Como foi a experiência de atuar pela primeira vez? 

Blog de rosadesaron :.:::RoSoNauTaS - RoSa De SaRoN:::., Entrevista: Guilherme fala sobre a experiência de atuar no filme 'A Travessia da Serra que Chora'Rsrsrs, foi uma barreira a ser quebrada. Sempre tive um olhar bem crítico com cimena, sou consumista de filmes, vou ao cinema regularmente, a única coisa que me emociona mesmo é cinema. Mas ter senso crítico e atuar é bem diferente, muito diferente.

Não senti um pingo de nervosismo, havia tempo de ensaio, marcação de texto, marcação de posicionamento, por exemplo, para uma cena de 15 segundos ser feita, demorava-se 1 hora no mínimo para produzir o local, etc...

Agora, se o assunto é experiência, talvez tenha sido a maior experiência nesse ano pra mim. Fiquei retirado por 5 dias, afastado de tudo, não tinha tv, sinal de celular nem nada, estava no meio do nada mesmo. E conviver com a equipe toda foi um negócio meio Big Brother mesmo, algo inesquecível pra mim e que vou sentir muitas saudades, porque não volta mais.

E outra coisa: é muito difícil ter expressão facial e corporal, tem que ser algo fingido mesmo, só que existe técnica pra essas coisas, coisa que não tenho, obviamente... Tão pouco experiência, nunca atuei na minha vida, então imagine que dureza rsrs!!

Por favor, dêem uma aliviada aí, porque não sou ator heim?!!
 
Fale brevemente do seu personagem

Fiz o papel do Eduardo, filho do protagonista da história, mas tive a opção de fazer o papel do Marcelo. Li o roteiro e me interessei mais pela história do Eduardo.

Ele é um cara que se decepciona com o pai, até então espelho para ele. É um cara mimado, incorformado, de poucas palavras. No fundo muitos de nós temos um "quê" desse personagem, espero que ele cause reações no público hehehhh, se sentirem um pouco de raiva, ótimo!.. Fiz meu papel.

É verdade que você compôs uma música exclusivamente para este filme? Você pode nos revelar sobre o que se trata a música ou um trecho dela?
Sim, mas ela não entrou no filme. A princípio o filme deveria ter 1 hora e 10 minutos de duração (portanto, um filme de média metragem), mas foi necessário cortar coisas do filme e a cena que utilizariam a música, rodou... Mas foi algo intantâneo, o Zeca veio com a letra, eu fiz a melodia e harmonia em 15 minutos e gravamos lá mesmo. é bem bacana, mas não sei ainda se utilizaremos ela pra alguma coisa, a letra é bem específica para o filme, feita para uma cena... Mas ficou boa!

Este  é o primeiro filme católico de alta definição. Como você avalia este filme e toda a busca de se promover uma mídia católica de qualidade seja em qual meio for?
Olha, não assistam em comparação com mídia secular. Foi um filme gravado em HDTV sim, mas foi gravado em apenas 2 semanas, com média de orçamento baixíssimo e editado em apenas um mês. É muito pouco tempo e dinheiro para comparar com coisas que nós vemos.. Mas a história é bacana e a missão desse filme, além de tocar um pouco o coração do telespectador, é de abrir portas para um novo segmento: Cinema e novela nas nossas Tv's. Fico orgulhoso de poder, nesse quesito, fazer parte da história mais uma vez.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA

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A Igreja é santa?
 
Entrevista com o teólogo Miguel De Salis

Por Giovanni Tridente

ROMA, quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- A “santidade da Igreja” é um tema atual. Não somente por algumas notícias, como os escândalos que Bento XVI e os bispos irlandeses discutiram nessa terça-feira, mas também porque ela foi abordada por recentes documentos e atos pontíficios.

O tema está contido no volume Concidadãos dos santos e familiares de Deus. Estudo histórico-teológico sobre a santidade da Igreja, escrito pelo sacerdote português Miguel de Salis, professor da Faculdade de Teologia da Pontíficia Universidade Santa Cruz. Sobre isso, concedeu uma entrevista a ZENIT.

–No Prefácio do cardeal José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, em seu livro, fala da santidade como “dom de Deus” e “resposta do homem a Deus”. Falta esse dom na Igreja do século XXI?
–Miguel De Salis: Creio que não. Não faltam nem o dom nem a resposta. Basta pensar no rastro deixado por pessoas como Madre Teresa, Padre Pio, Maximiliano Kolbe, Piergiorgio Frassati, João Paulo II e tantos outros, por mencionar alguns dos personagens importantes que marcaram a história recente.

–É possível ver a santidade através de alguma notícia publicada recentemente?

–Miguel De Salis: É possível, mas às vezes é difícil de encontrá-la. Algumas notícias mostram feridas, e quando algo está ferido é difícil entender que outras partes do corpo estão sãs, que nem tudo está perdido. Entretanto, sabemos que todos os cristãos aqui na terra devem se converterem a cada dia, e é necessária uma purificação para poder ver a santidade. O Concílio Vaticano II recordava na Lumen Gentium (8) que “a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação”.

–Mas isso justifica o pecado?
–Miguel de Salis: De forma alguma. Todo pecado é uma ação contra Deus e contra sua Igreja. Com certeza, ainda que houvesse somente um caso comprovado de abuso, se trataria de um ato gravíssimo em total contraste com o Evangelho, uma violência tremenda contra um filho de Deus. Não há que ter medo da verdade. Nossa fé é fundamentada por Cristo, não nos homens nem no fato de ter uma vida em que o pecado dos demais não se faz sentir tanto.

–Então, como compreender algumas das acusações dirigidas aos pastores da Igreja que não intervieram a tempo sobre alguns abusos?

–Miguel de Salis: O Catecismo da Igreja (827) recorda que “todos os membros da Igreja, incluindo seus ministros, devem se reconhecer pecadores. Em todos, até o final dos tempos, o joio do pecado se encontra misturado com o bom trigo do Evangelho. A Igreja reúne portanto os pecadores alcançados pela salvação de Cristo, mas sempre em caminho de santificação”. É possível, como tem demonstrado a história, que aqueles que formam a Igreja atuem de forma contrária ao Evangelho, mas há muitos pastores (a Igreja tem mais de 5 mil bispos) que servem aos fiéis com uma dedicação e generosidade únicas. Basta pensar nos bispos presos na China, Vietnã e outros lugares do mundo. Ao invés de fazer a soma de tudo isso, deixe que Deus faça. Creio que isso nos convida a não desanimar.

Diante da experiência contrastante da santidade e do pecado na Igreja, é oportuno revisar experiências parecidas já vividas na história da Igreja e compreendê-las antes de inventar uma nova resposta. Isso supõe olhar ao nosso redor. Você percebe, quase com surpresa, que Deus segue habitando em nosso meio apesar de tudo. E isso tem duas consequências fundamentais.

Em primeiro lugar, nossa esperança não é ingênua nem inconsciente, mas está enraizada na certeza da ajuda de Deus. A segunda consequência é a responsabilidade de todos os fiéis na Igreja, fundada pelo chamado de Deus, a colaborar na missão. Em outras palavras, diante do pecado do outro é necessário responder com santidade e não com outro pecado. E ninguém disse que a resposta santa deve ser sempre passiva. Há espaço para a criatividade humana: os santos eram criativos.

–A Igreja é verdadeiramente santa?


–Miguel de Salis: Tradicionalmente se explica a santidade da Igreja distinguindo dois aspectos. O primeiro é que é objetivamente santo nela: os sacramentos, a Palavra de Deus, a presença de Cristo e do Espírito Santo, a lei moral e todos os demais dons que Deus lhe deu para que realize a missão confiada.

O segundo inclui os frutos da santidade causada pelos dons divinos oferecidos, quer dizer, os santos e a habitual vida na graça de Deus, vivida aqui na terra. Mas essa forma de participar na santidade da Igreja não consegue explicar bem a influência do pecado na Igreja e, portanto, em sua santidade vivida.

–Então, como o senhor explica esses dois elementos nos tempos atuais?


–Miguel de Salis: Sempre haverá um pouco de desordem na vida da Igreja e sempre haverá desafios que esperam uma resposta criativa que requer trabalho e tempo. A vida cristã é assim na terra: existe sempre a Cruz e esta é a porta de entrada ao Céu e à terra novos. Coloco um exemplo: o venerável Newman dizia, depois de estudar a história da Igreja antiga, que atrás de cada Concílio havia sempre uma grande confusão. Ainda existem confusões hoje, e talvez mais amplas através da mídia.

–Parece adequado o comportamento dos sacerdotes em países diversos?


–Miguel de Salis: Olhe o número de sacerdotes que em todo o mundo serve aos fiéis, são cerca de 400 mil. Celebram a missa, fazem catequese, cuidam dos enfermos, ajudam as famílias... O bem não faz ruído nem aparece nos jornais, mas o mal sim.

Basta olhar o número de sacerdotes mortos nesses últimos anos por seu compromisso com as pessoas mais pobres, ou o número de sacerdotes que sofrem perseguição por causa da fé e da defesa dos direitos humanos.

Todavia, é necessário entender que frequentemente as notícias são apresentadas de tal maneira que nos chamam a atenção. E em tempos onde a secularização é tão forte, como agora, a proporção de comportamentos equivocados entre os sacerdotes está nos mesmos níveis, ou menores, que a proporção entre os cidadãos que compõem as sociedades ocidentais.

Isso não exclui que tenham existido casos graves que podem não ter sido tratados adequadamente, e por isso a hierarquia tomou nota e tentou resolver os problemas, pedindo o perdão se necessário.

-Mas não parece que há detrás um comportamento contraditório?

–Miguel de Salis: Claro. Quando experimentamos o contraste em que um cristão faz e o que pretende fazer, encontramos a contradição. Nestes casos é tão contraditório quanto um membro fiel laico como um membro da hierarquia ou um religioso. O dom da liberdade humana pode se dirigir a fazer o bem ou o mal, também enquanto formarmos parte da Igreja, sejamos ou não sacerdotes. Isso não deve assustar, se se tem fé em Deus e não no comportamento dos homens de Deus. Ao mesmo tempo, não devemos renunciar ou se acostumar contra o incentivo ao pecado, porque Deus pediu para nós transmitirmos com nossa vida o amor que ele tem por nós. Seguindo a atitude de Cristo, estamos chamados a responder com a santidade e a conversão na qual Deus nos ajuda com sua graça.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA

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Padre Antonello responde perguntas sobre o repouso no espírito

O Espírito Santo age de diferentes modos e o repouso no Espírito é um deste modo, pois é um dom. Muitas pessoas perguntam se na bíblia existe algo escrito sobre o repouso no Espírito. Na verdade não existe essa expressão na bíblia, mas podemos ver relatos que remetem a esse fenômeno. 
 
Não é necessário que esteja na Palavra o mesmo termo, por exemplo, a palavra assunção não está na bíblia, mas foi definido o dogma da “Assunção de Maria”. 
 
Veja o Perguntas e Respostas:
 
Se não cai no repouso do Espírito está com o demônio?
O Espírito Santo se manifesta de variados modos de acordo com a necessidade, para o bem da comunidade, da igreja, ou seja, a um dá o dom das línguas, a outro o dom da cura, etc. Quando não conhecia esse dom eu, também, ficava assustado, me lembro do Padre Degrandis orando por repouso, achava estranho, mas eu repousava. 
 
Porque a pessoa cai no chão?
Com o passar do tempo vamos criando barreiras, vamos criando defesas e muitas vezes nossos pais vão nos dizendo que não podemos confiar nos outros e por isso muitas pessoas vão se fechando, colocando-se sempre em posição de defesa. Com o repouso no Espírito, Jesus age nesta barreira de defesa em relação ao outro e inclusive de Deus, assim fica mais fácil o Senhor me curar e liberta porque não existe mais resistência.
 
O que acontece no repouso no Espírito?
Jesus atua profundamente durante o repouso, pois ele conhece nosso coração, ele sabe se deve agir com uma cura física ou emocional, por isso devemos sempre nos abandonar em Jesus. Quem reza pela pessoa não deve ter presa, mas deve ajudar a pessoa a se abandonar sempre mais em Jesus.
 
O repouso é uma forma de hipnose?
Não, pois na hipnose ou no transe a pessoa não tem mais consciência, ou força de querer ou não, já no repouso a pessoa está consciente de tudo o que está acontecendo.
 
Jesus cura fisicamente uma pessoa no repouso?
Sim, outra graça é que sempre a pessoa que sai do repouso experimenta um bem-estar muito grande.
 
O que devemos evitar?
O escândalo deve ser evitado, me lembro de uma situação em que duas coroinhas repousaram no Espírito durante a missa, isso causou um susto, um espanto.
 
E se o padre não quiser que façamos o repouso no Espírito durante o grupo de oração?
Não devemos desobedecer o padre local, se o padre pede para não fazer, não façamos, nada impede que você faça na sua casa.
 
Porque algumas pessoas se agitam durante o repouso?
Normalmente essa tremedeira acontece nas primeiras vezes ou acontecem por dois motivos: primeiro, pode ser que a pessoa viveu um momento emocional muito violente na sua vida, que pode ser durante o ventre da mãe; outra hipótese, um jovem cai durante o grupo de oração e começa a se agitar, este jovem pode ter experimentado uma tentativa de abordo e carrega esse trauma; outras situações são pessoas que se consagraram ao demônio ou participou de práticas ocultas, e começam a se agitar, isso é uma manifestação; essa pessoa deve receber oração por libertação.
Por isso devemos sempre orar pelo repouso no espírito, para que a cura se manifeste cada vez mais em nossas vidas.

Portal Carismático

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

ENTREVISTA: Jake, cantora de Axé Music católica

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A cantora católica de “axé music” Jake se tornou conhecida no meio católico com a música “Pó para com pó”. Ela divulga seu primeiro CD, cujo título é “Jake, guerreira do Amor” e fala um pouco da inovação e da missão de seu trabalho e de sua trajetória na Igreja.

Ouça:


O estilo da cantora Jake é o axé católico
Foto: Divulgação


Jake, como você ingressou neste ritmo e por quê?

Eu sempre fui amante das percussões, da MPB, da música brasileira. Como meus pais são um do Sul e outro do Nordeste eu saí essa “mistureba” de tudo. Quando a gente foi fazer o trabalho (porque eu sou do ministério “Guerreiros do amor”), a gente quis fazê-lo no estilo dançante e voltado para as percussões. Aí a gente escolheu o “axé music” para evangelizar. Por isso a gente estava sempre com uma “lata” na mão, sempre com um instrumento percussivo e o Senhor encaminhou tudo, graças a Deus. Isso tem contagiado muita micareta aí pelo Brasil.

Como tem sido a receptividade do público diante do seu trabalho e qual a época do ano em que você mais faz shows?

Já existiram bandas católicas de axé, mas não existiam mulheres à frente cantando. Então foi uma novidade e o povo abraçou a ideia. Tenho tido muitas oportunidades. Quero agradecer ao povo cristão, que abraçou não só a Jake, como uma cantora de sucesso, mas sim, como uma missionária que quer agregar valores à Igreja e à juventude de hoje. O meu ideal é continuar trabalhando, é continuar servindo para alcançar muitos corações para Deus.

O “axé” tem um grande apelo sexual. O que você faz para que isso não ocorra em sua música, sem perder a alegria, própria desse estilo?

Quando a gente fala do Senhor, quando a gente professa a fé, automaticamente a gente tem muito mais conteúdo e não ficamos às margens, “no rasinho”, somente na sensualidade. A gente mostra um outro lado do ser humano, que é a sua alegria espontânea, que é a sua natureza. Afinal de contas, nós temos que nos amar, amar nosso corpo, nosso cabelo e até mesmo nossas gordurinhas. Somos o que somos e Deus nos ama assim. Graças a Deus, nós temos conseguido transmitir essa mensagem e nos desvincular totalmente da sensualidade, porque mostramos a verdadeira beleza do ser humano e a pureza de Deus.

O que não pode faltar em um músico cristão?

Em primeiro lugar: nós precisamos saber o que queremos. “Queremos cantar para Jesus? Será que Jesus precisa da nossa voz?” Ele, que é o Criador do talento, não precisa da nossa voz; Ele nos quer como missionários, como servos. Isso é o ponto principal. Não somos diferentes de ninguém porque fazemos isso ou aquilo; esse dom não é responsabilidade minha, foi Deus quem me deu. Em segundo lugar: se queremos atingir esse foco de ser missionários e evangelizar, de irmos com tudo para valer, é preciso usar todas as armas, todos os recursos da tecnologia para profissionalizar o trabalho na música, na retórica, na forma de falar, na expressão. Nós precisamos fazer com que sejamos compreendidos para atingir o alvo. Ter seriedade nessa vida com Deus, ter seriedade naquilo que falamos: eu não posso falar algo e viver outro algo; temos que ter essa unidade. Nós devemos ter foco e decisão.

Você teve algum tipo de preconceito no início por causa do estilo?

Não tive, porque dentro da Igreja existem os mais tradicionais e existem os mais diversificados dentro do meio católico. Mas, para mim, diretamente, nunca ninguém disse que discordava. Quem tem uma forma de louvar a Deus tem o seu movimento, tem o seu lugar e cada um tem o seu movimento e tem o seu lugar. Acho que cada um vai glorificando ao Senhor da forma que prefere e que acha melhor. As pessoas vêm até mim e dizem que se encontraram com o Senhor através da minha música; outras dizem que se encontraram com Ele através de uma música de adoração. Há gosto para tudo e espaço para todos dentro da Igreja do Senhor.

Sua música ganhou uma proporção muito grande. Como trabalhar para não cair na vaidade?

É o que nós falamos: se temos um foco bem claro na mente, vamos desejar que as coisas continuem da forma que agrade ao Senhor. Nós não vamos querer que, no final, o Senhor diga que nós salvamos a tantas almas, mas não salvamos a nossa própria. Partindo desse foco de que queremos ser missionários: se queremos ser grandes, devemos então ser servos, porque Jesus é assim. Por isso, nós devemos manter esse foco sempre, jamais nos iludir, jamais nos confundir com as luzes, com as câmeras e com a ação. É preciso ter o foco, manter o pé no chão sempre e pedir a Deus essa graça. Porque muitos que dizem “Senhor, Senhor” não entrarão no Reino dos céus. 

Fonte: http://cancaonova.com