Juventude ativa!

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terça-feira, 31 de julho de 2012

LITURGIA: Vigiai e orai

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Vigiai e Orai



Mateus 13, 36-43:


Naquele tempo, Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. 


A liturgia de hoje vem nos chamar à vigiar e orar! Vivemos num mundo que não é para nós, estamos no mundo, mas não somos do mundo! 

A oração nos fortificará contra as investidas do Maligno, contra o joio que está  no nosso dia a dia tentando destruir as boas sementes, perder os Filhos de Deus! 


Portanto, tanto Jesus como o diabo são semeadores. O Senhor semeia o bem, enquanto o inimigo semeia o mal. É como dissesse: “Se você pratica o bem, colhe o bem; se pratica o mal, colhe o mal”. Era a grande proposta de Deus para cada um de nós: o discernimento. Jesus não se propôs a separar o joio do trigo fora do tempo; nem o demônio. Ambos estavam fazendo a sua parte: semeando.


Deus deseja que saibamos viver na busca do discernimento. Se o conseguirmos, estaremos preparados para a colheita. Jesus quis, pois, alertar para o seguinte: “O diabo está fazendo o mesmo que faço: semeando; se vocês souberem discernir o bem do mal e tiverem força para seguir o bem, no final, quando Deus vier julgar – e só Ele tem o poder de separar o bem do mal – vocês estarão preparados para participar do Reino do Pai”.


A colheita será uma só. Tanto se colhe bem o trigo como o joio; tanto se faz uso do trigo como do joio, embora tenham sentidos diametralmente opostos. O importante é sabermos de que lado estamos nos posicionando. Devemos passar por esta vida dialogando sempre com Deus, pedindo, procurando, exercendo a experiência do discernimento, questionando-o: “Deus, eu não entendi! O que está acontecendo? Explique-me! Jesus, vamos conversar? Hoje, quero Lhe escutar”.


O senhor quer nos dizer: “Tenham o discernimento para viver num reino que não é de Deus. Saibam passar por isto com astúcia e sabedoria, para depois encontrarem, realmente, o Reino do Pai”.


Deus quer que Seu Reino venha e substitua o que está aqui. Não se fortalece nem se cria dois reinos no mesmo local. Dialogue com Deus para que Ele possa lhe falar essas coisas.


Para que tenha discernimento, tenha amor nas palavras, firmeza no momento de responder determinadas coisas como provocações e questionamentos em sua vida. Em suas orações, sempre peça a Deus: “Meu Senhor, eu quero ter a capacidade de estar ao Seu lado, contado entre o trigo e não entre o joio. Dai-me esta graça, Senhor: eu quero ser trigo. Que as pressões dos filhos do maligno jamais sejam suficientemente fortes para me levar a renunciar a minha condição de filho do Reino. Quero estar sempre a Seu serviço. Amém”.



Padre Bantu Mendonça
(adaptado por Bianca Marchezi)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PAPO JOVEM: Castidade: sem ela não se alcança a firmeza

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Castidade: sem ela não se alcança a firmeza


Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida sexual antes do casamento. Os filmes pornográfico são abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.

Então, para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.

A gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27). “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15). “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor 6,20).

Jovem, se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o seu valor; para isso escrevi um livro "O BRILHO DA CASTIDADE", mostrando toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo. Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!

“A castidade é a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza angélica”, afirmou o santo Padre Pio de Pietrelcina. Victor Hugo disse que: “A mais forte de todas as forças é o coração puro”. O Papa Bento XVI, no Campo de Marte, São Paulo, em 11/05/2005, declarou aos jovens: “É preciso dizer 'não' àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.

Jesus proclamou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os de coração puro porque verão a Deus”. “Para o homem de coração puro, tudo se transforma em mensagem divina”, disse São João da Cruz, doutor da Igreja espanhol. Santo Efrém, também doutor da Igreja, ensinava que a castidade nos faz semelhantes aos anjos. Enfim, a castidade é uma virtude dos fortes que se dominam. Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”.

O Mahatma Gandhi, libertador da Índia, que não era católico, afirmou: “A castidade não é uma cultura de estufa […]. A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária. A vida sem castidade me parece vazia e animalesca. Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Deus não pode ser compreendido por quem não é puro de coração”. (Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo três, SP, 1977, pg. 105s).

Uma vida lutando pela castidade dá ao jovem o autodomínio sobre as paixões e as más inclinações do coração e o prepara, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões, da influência da mídia e dos cantos das sereias deste mundo. Eu entendi que a castidade é o esteio que sustenta o equilíbrio de um homem. Os homens e mulheres casados traem seus cônjuges porque não souberam exercitar a força de vontade na luta da castidade. Um casamento forte só pode existir quando ambos aprenderam a se dominar no namoro e no noivado. Mais importante que dominar uma cidade é dominar-se a si mesmo, diz o livro dos Provérbios.

Por tudo isso, jovem cristão, não desanime nem desista de lutar; cada um de nós tem a sua cruz nesta vida; mas com a graça de Deus é possível carregá-la até onde Ele quer. Tenha uma vida de “vigilância e oração”, como Jesus mandou; esse é o grande remédio para não pecar. Não se entregue a maus pensamentos eróticos nem aos filmes, revistas e coisas do tipo; fuja disso heroicamente. Suplique sempre a graça de Deus. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e peça sua ajuda. Participe da Missa e da comunhão sempre que puder, e se confesse sempre que pecar, para ter forças de não cair novamente.

Jamais dê ouvidos a quem lhe disser que “a masturbação não é pecado”, e que o sexo no namoro também não o é; pois o Catecismo da Igreja Católica afirma a desordem existente nessa prática. Ainda que você caia, se continuar a lutar, se continuar a dizer "não" ao pecado no seu coração, levante-se, confesse-se com um sacerdote e continue sua luta e sua caminhada. Não importam quantas vezes você cai; importa que se levante. Jesus sabe que você está numa guerra e que numa guerra, às vezes, o soldado pode cair e ser até baleado, mas nem por isso deve desistir de lutar.

Muitos são os psicólogos não cristãos, e também outros “orientadores”, e a mídia de modo geral, que induzem o jovem à masturbação, ao relacionamento sexual no namoro e fora dele, etc. O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos, mas sim as suas almas. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas…

Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer.

O jovem casto é hoje a esperança de Deus e da Igreja para renovar esse mundo apodrecido pelo pecado do sexo desregrado, que profana a mais sagrada criatura, templo do Espírito Santo. São Paulo diz que: “de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá” (Gl 6,7); a castidade que o jovem semear na juventude será transformada em frutos doces na sua futura vida familiar.


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com


PAPO JOVEM: Eis-me aqui Senhor!

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"Eis-me aqui Senhor!"


Após o chamado dos doze apóstolos, Jesus os envia em missão, fazendo-lhes várias recomendações.

A primeira recomendação é a de que o Reino do Céu está próximo. Portanto, todo mundo – inteirando-se da sua aproximação – tem de estar de sobreaviso. É preciso que os apóstolos participem do ministério do Mestre: “Curem os leprosos e outros doentes, ressuscitem os mortos e expulsem os demônios”. 

Eles devem continuar a missão de Jesus: dar vida, devolver a liberdade e resgatar a dignidade das pessoas oprimidas. 

Todos somos convocados a anunciar o Reino dos Céus. Mas, muitas vezes, nos falta a coragem de sair de nós mesmos para anunciar. Peçamos a Ele que envie muitos e santos sacerdotes. Muitos JOVENS SARADOS, CHAMADOS A PROFETIZAR, a espalhar o grande amor que Deus tem por nós. 

Não nos preocupemos com o que haveremos de receber em troca. 

Hoje a Igreja louva a Deus pela vida e missão do arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Cardeal Eugênio de Araújo Sales, que faleceu nesta segunda, dia 09.

Ainda em vida escreveu seu testamento particular: “Dirijo-me em primeiro lugar a Deus, a quem me entrego inteira e absolutamente. Consagrei-me à Igreja e renovo essa doação integral. Nunca me arrependi de tê-la feito. Tudo que escrevi, disse e ensinei fica submetido ao Magistério Eclesiástico. Deverá ser corrigido, em caso de discrepância da minha parte. Reafirmo minha Fé Católica. Creio em tudo que a Igreja ensina e como ela o ensina. Proclamo a plena aceitação do Mistério da Trindade, da Encarnação, Redenção e demais, que são parte do conteúdo de nossa Doutrina. Quero morrer sempre fiel ao Papa, Sucessor de Pedro. Não levo mágoas. Peço perdão a quem ofendi. Procurarei reparar os sofrimentos com minhas orações. Aceito plenamente a vontade de Deus. (...) Manifesto profunda gratidão à minha Família, às Arquidioceses de Natal, Salvador e Rio de Janeiro. Aos benfeitores que me ajudaram a procurar ser sempre um bom Padre e Bispo. No céu, onde espero ser acolhido por meu Pai, o Senhor Jesus e Maria, procurarei retribuir tudo o que recebi (...)” 

São muitos os exemplos de servos fiéis que se entregaram ao evangelho de Cristo! Sejamos nós também servos fiéis capazes de promover uma revolução nos corações de todos, especialmente, dos jovens de nosso país!!! 

Por isso, rezemos juntos: “Senhor Jesus, ensinai-nos a sermos generoso, a servir-Te como Tu mereces, a dar-nos sem medidas e a gastar-nos sem esperar outra recompensa, senão saber que façamos a Tua vontade santa. Amém”. 


Padre Bantu Mendonça
(adaptado por Bianca Marchezi). 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FORMAÇÃO: Natal, a festa que celebra a nossa salvação

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Natal, a festa que celebra a nossa salvação

É no ano 336 que temos a primeira notícia da Festa do Natal, ocorrida em Roma. Por intermédio de Santo Agostinho, temos conhecimento de que essa festa era celebrada no século IV também na África. Também na Espanha, no final do século IV, o Natal já era celebrado.
A data 25 de dezembro não é confirmada historicamente como oficial ao nascimento de Jesus. Segundo estudiosos, a explicação mais provável nasce na tentativa de a Igreja de Roma suplantar a festa pagã do “Natalis (solis) incicti”.
Foi no século III que se difundiu no mundo greco-romano o culto ao sol. Foi o Imperador Aureliano (275 d.C.) que deu a esse culto uma importância oficial. Assim, o culto ao sol tornou-se um símbolo da luta pagã contra o Cristianismo. A data principal dessa festa era 25 de dezembro. Era celebrada no solstício de inverno e representava a vitória anual do sol sobre as trevas. Visando purificar essa celebração pagã, a Igreja deu a ela um significado diferente, tendo como base uma rica temática bíblica: Lucas 1,78; Efésios 5,8-14. Enquanto celebrava-se o nascimento do sol, a Igreja apresentou aos cristãos o nascimento do verdadeiro Sol: Cristo, que apareceu ao mundo após longas noites de pecado.

Celebrar o Natal é celebrar o Sol da Vida, que nos ilumina com Sua graça salvadora. É a Luz de um novo tempo que nasce em nosso coração e deseja fazer morada definitiva em nós.
São Leão Magno, em seu "Sermão de Natal", escreve: “O Natal do Senhor não se apresenta a nós como lembrança do passado, mas o vemos no presente”. Fazemos memória presente do nascimento de Cristo em meio à nossa frágil humanidade. Natal não é festa de uma ideia, mas é a festa que celebra a nossa salvação. A Festa do Natal é o ponto de partida para nossa salvação realizada por Cristo.

Natal é tempo de festa e alegria. É tempo de estar unido à comunidade celebrando o dom da vida manifestada no nascimento de Jesus Cristo. Celebrar o nascimento de Cristo é estar unido à Igreja em todo o mundo que se une na fé e na esperança de um novo tempo. A participação nas Missas é fundamental, pois nos reunimos em comunidade, na qual o Cristo se revela a cada um de nós e a todos por meio do Pão da Palavra e do Pão da Eucaristia. Para melhor participarmos destas celebrações é interessante meditarmos antecipadamente as Leituras que serão proclamadas durante a Missa. O silêncio exterior e interior é oportunidade para melhor celebrarmos o Sol da Vida, que nos ilumina com Seu amor salvífico.
Padre Flávio Sobreiro




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

FORMAÇÃO: Quem são os verdadeiros "irmãos" de Jesus?

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Quem são os verdadeiros "irmãos" de Jesus?

No Evangelho de hoje (Mateus 12,46-50 ), Jesus é interrompido durante um sermão por alguém que diz: “Olha! A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”.
O que Cristo disse, ao ser informado de que Sua mãe e Seus irmãos estavam ali, nessa ocasião, parece consistir em desprezo aos Seus familiares, mas, na realidade, o significado é bem mais profundo do que isso.
Ao declarar que todo aquele que faz a vontade de Deus é a Sua família, Jesus não estava renunciando à Sua família segundo a carne. Como filho mais velho, Ele continuou a cuidar do bem-estar de Sua mãe. Isso é comprovado quando, ao dar a vida na cruz, Ele passa essa responsabilidade ao discípulo a quem amava.
Simplesmente Jesus define claramente que o parentesco de ordem humana não tem qualquer significação no Reino de Deus.
O relacionamento mais íntimo do Senhor Jesus é com o Seu Pai, que está nos céus, o próprio Deus Pai. O único “parentesco” permanente que Ele pode ter é de ordem espiritual – e é com aqueles que fazem a vontade de Deus. A estes, Ele chama de “meus irmãos”.
Deixando de lado os laços sanguíneos, representado pelo parentesco segundo a carne com Sua mãe e Seus irmãos, o Senhor Jesus passará agora a ampliar o Seu ministério a todos aqueles que O receberem, sem distinção entre judeus e gentios. Não se dará mais exclusividade a Israel, devido à sua incredulidade e rejeição.
O relacionamento “segundo a carne” passa a ser inteiramente superado por afinidades espirituais. A obediência a Deus é agora o fator predominante e definitivo para estabelecer tais afinidades, sem outra distinção qualquer.
O mesmo se aplica a todo aquele que recebe Cristo como o seu Senhor e Salvador. Ele disse: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo”.Nosso relacionamento espiritual com Cristo produz um vínculo maior do que nosso parentesco de sangue.
Um aspecto muito importante que deve ser esclarecido é sobre os irmãos de Jesus. Os irmãos de Cristo, como fica claro pelo próprio texto bíblico, eram filhos de Alfeu e sua esposa, e não de José e Maria. Em diversos lugares o Evangelho fala desses “irmãos” (cf. Mt 12,46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20 e também em Jo 7,1-10).
Toda pessoa que pergunte sobre os irmãos de Jesus somente revela a sua ignorância da própria Bíblia. Até porque as línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso ‘primo’ ou ‘prima’, e serve-se da palavra ‘irmão’ ou ‘irmã’.
No Antigo Testamento encontramos em Gn 37,16; Gn 42,15; Gn 43,5; Gn 12,8-14; Gn 39,15; Lv 10,4; Jó 19,13-14; Jó 42,11. Há muitos exemplos nas Sagradas Escrituras. Lê-se no Gênesis que “Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot” (Gn 11,27) que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot “irmão de Abraão” (Gn 13,3). “Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos”(Gn 14,14). Jacó se declara irmão de Labão quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).
No Novo Testamento, fica claríssimo que os ‘irmãos de Jesus’ não eram filhos de Nossa Senhora. Os supostos ‘irmãos de Jesus’ são indicados por São Marcos: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?” Tiago e Judas, conforme afirma São Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: “Chamou Tiago, filho de Alfeu… e Judas, irmão de Tiago” (Lc 6,15-16). E ainda:“Chamou Judas, irmão de Tiago” ( Lc 6,16).
Quanto a ‘José’, São Mateus diz que é irmão de Tiago: “Entre os quais estava… Maria, mãe de Tiago e de José” (Mt 27,56). Em Mateus se lê: “Estavam ali (no calvário), a observar de longe…., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu”.Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de São José, mas de Cléofas, conforme João 19,25. Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em João 19,25: “Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cléofas, e Maria de Mágdala”. Simão, irmão dos três outros, ‘Tiago, José e Judas’ são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu ou Cléofas é o pai deles.
Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de São João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés. Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os ‘irmãos de Jesus’ são filhos de Maria de Cléofas.
Também decorrem duas questões: “Por que nunca os Evangelhos chamam os ‘irmãos de Jesus’ de ‘filhos de Maria’ ou de ‘José’, como fazem em relação a Nosso Senhor? E por que, durante toda a vida da Sagrada Família, apenas se contam três membros: Jesus, Maria e José?”
A própria Sagrada Escritura demonstra que os supostos ‘irmãos’ de Jesus são primos e não irmãos carnais d’Ele. Sua afirmação de que o trecho de Mateus tem duas passagens, uma referindo-se à filiação carnal e a segunda à filiação espiritual fica sem sentido, visto que não conferem com o texto bíblico. Até porque o parentesco de sangue não é mencionado pelos seus irmãos nas cartas que escreveram e que se encontram no Novo Testamento, indicando que não davam valor a isso. Ao invés disso, eles se dizem servos de Jesus Cristo.
Portanto, a Santíssima Virgem Maria é o templo divino, onde Deus fez Sua morada. Nela, o Altíssimo realizou a nova e eterna aliança, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, trazendo-nos por meio de Seu Filho a salvação. Nossa Senhora viveu para Deus, cumprindo Sua vontade e colaborando com Ele na redenção. Hoje, celebramos a apresentação de Jesus no Templo. Ela era o templo de Deus, catedral iluminada, sonho do Pai eterno.
Padre Bantu Mendonça

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

FORMAÇÃO: Cuidado com as orações

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Cuidado com as orações

Já ouviram falar sobre os ditados populares que sofrem alterações porque são passados de boca em boca? Por exemplo, o ditado que antes era “quem não tem cão, caça como gato” se transformou em “quem não tem cão caça, com gato”.

Pior ainda quando isso aconteça com as nossas orações. Algumas pessoas, por estarem acostumadas à ouvir as outras falando as orações comuns, podem acabar se confundindo em uma sílaba ou palavra e transformando assim todo o sentido da frase.

Esta postagem é para alertar sobre esse erro, dando exemplos com a forma correta de 3 orações, seguidos do comentário com as alterações que as pessoas costumam fazer:


1.
Graças e louvores sejam dadas a todo momento.
Ao Santíssimo e Diviníssimo sacramento.

(Muitas pessoas confundem a palavra Diviníssimo com Digníssimo)


2.
…e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito é fruto do vosso ventre.

(Na oração da Salve-Rainha, diferente da oração da Ave Maria, não existe um “é” depois da palavra bendito. Erro facilmente observado quando analisado o contexto em que se apresenta)


3.
Creio em Deus Pai todo poderoso, Criador do céu e da terra
que e em Jesus seu único filho e Salvador…

(Após dizer “Creio em Deus Pai…” o correto é dizer “…e em Jesus” e não “…que em Jesus” porque a frase ficaria sem sentido)


Não sei se fui muito claro, mas espero ter ajudado a todo aqueles que ainda não haviam percebido esses erros comuns em suas orações.

Se você souber de outros erros comuns ou se ainda tem alguma dúvida, deixe um comentário para enriquecermos ainda mais as nossas informações.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

CONFESSIONÁRIO: Entendendo a Confissão

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Entendendo a Confissão

O texto abaixo foi retirado de um  artigo da Wikipédia e explica de forma concisa o que é a Confissão e qual é a importância dela para o católico.

(Grifos meus)

Na Bíblia, Jesus Cristo cedeu aos doze apóstolos o poder de perdoar os pecados (Jo 20,21-23). São Paulo posteriormente adverte da necessidade e da origem deste sacramento (2Cor 5,18). As Igrejas cristãs que praticam a confissão ensinam que este poder foi transmitido ao clero, que pode ser visto como os sucessores espirituais dos Apóstolos, que continuariam a transmiti-los. O poder de perdoar os pecados, porém, não deve ser conferido a qualquer um (1Tm 5,22), ainda que o valor deste sacramento não dependa da santidade pessoal do sacerdote (Rom 5,11), pois o objetivo é evitar escândalos causados por pessoas despreparadas, que não compreendam este sacramento em sua totalidade (1Tm 4,14).

"porque a nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência), Cristo instituiu este sacramento para a conversão dos batizados que pelo pecado d’Ele se afastaram." (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 297)

Os atos do penitente são "um diligente exame de consciência; a contrição (ou arrependimento), que é perfeita, quando é motivada pelo amor a Deus, e imperfeita, se fundada sobre outros motivos, e que inclui o propósito de não mais pecar; a confissão, que consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote; a satisfação, ou seja, o cumprimento de certos actos de penitência, que o confessor impõe ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado." (Idem, n. 303)

"Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão.” (Ibidem, n. 304)


Diferente do que muitos pensam, não existe mistérios para fazer uma BOA confissão. Fazendo o seu exame de consciência e abrindo o seu coração arrependido diante do sacerdote que representa o próprio Cristo é muito mais simples do que você imagina. EXPERIMENTE!

sábado, 29 de outubro de 2011

FORMAÇÃO: Ciência e Religião #2 - Evolução

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Ciência e Religião #2

Evolução

"embora a fé supere a razão, não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência porque ambas têm origem em Deus." (São Tomás de Aquino)

Ficheiro:Origin of Species title page.jpgNa primeira postagem da série Ciência e Religião, falamos sobre a contribuição do Padre Georges-Henri na formulação da teoria do Big Bang para tentarmos entender como o universo surgiu e nessa edição vamos falar da contribuição de outro católico para outro assunto científico que geralmente causa uma certa polêmica.

“A origem das espécies” de Darwin gerou muita polêmica por que negava a, até então, visão religiosa de que as espécies haviam sido criadas por Deus desde o principio sem que houvessem alterações. Porém, a teoria evolucionista de Darwin tinha uma lacuna que nem ele, nem ninguém conseguia preencher: Como as espécies mudavam a cada geração?

A resposta veio de onde menos se esperava… de um monge agostiniano chamado Gregor Johann Mendel que graças aos seus estudos sobre as heranças genéticas hoje é conhecido como pai da genética. Suas contribuições servem de base (juntamente com a seleção natural de Darwin) para a mais aceita posição atual sobre o evolucionismo: o Neodarwinismo.

Quando falamos de evolução não podemos deixar de ressaltar que quanto mais estudamos as maravilhas da criação, mais percebemos que a criação do ser humano é uma obra especial que teve um carinho imenso do Criador.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

CURIOSIDADES: Por que há demônios esculpidos nas catedrais de Notre Dame e Sevilha?

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Por que há demônios esculpidos nas catedrais de Notre Dame e Sevilha?

Não apenas as catedrais de Notre Dame de Paris e de Sevilha têm demônios esculpidos na fachada. Todas as catedrais medievais os trazem. E não só na fachada, mas também no interior, esculpidos, pintados ou nos vitrais. E não apenas as catedrais : as igrejas dos Séculos XI ao XIV os representam em múltiplas formas e aspectos. Era um hábito muito salutar dos construtores das igrejas de então. Por que?

Naquele tempo os livros eram raros. A Santa Igreja utilizava seus edifícios sagrados para instruir os fiéis a respeito das verdades da Fé. Assim, as fachadas são cheias de cenas bíblicas, de símbolos históricos, de personagens de legenda. Nelas se vêm fatos quotidianos referentes à vida profissional, à vida de família, religiosa ou guerreira - a Igreja com isso ensinava os comportamentos virtuosos e condenava os maus hábitos. Vêm-se os eleitos entrando na glória eterna e os condenados sendo lançados no fogo eterno, bem como alegorias evocando virtudes e vícios. Entre as evocações dos vícios estão os demônios.

Na igreja que frequento em Paris - Saint Julien le Pauvre - vê-se, no interior, um demônio no alto da ogiva, exatamente sobre o altar do celebrante. Como um gato, pronto a dar um bote, com cara de esperto e aliciador, o demônio encara o público. É o demônio da distração. Aqueles que não assistem à Santa Missa atentamente põem-se ao alcance de seu bote. E é incrível : quando nos distraímos durante a celebração e o olhar perdido vagueia pela igreja, os olhos caem invariavelmente sobre ele. Não há então quem não se corrija, voltando a atenção à celebração. Sabedoria da Igreja. Em Notre Dame os demônios mais famosos são em forma de gárgulas ; isto é ; terminais das canaletas que lançam na rua a água de chuva, escorrida dos telhados. São medonhos. Neste momento a França se encontra sob fortes chuvas.

A Bretanha foi inundada, os rios transbordam. Outro dia, mostrava a catedral a amigos brasileiros e chovia. Do lado de fora esses demônios despejavam água sobre as calçadas, espirrando em todos, impedindo-nos assim de contemplar os belos detalhes das fachadas laterais. Se não fossem esses demônios, as canaletas levariam as águas até os esgotos, e nós tranquilamente terminaríamos a visita. O demônio só atrapalha. Fizemos um ato de detestação a ele : é o que a Igreja deseja. Seu objetivo, colocando ali aquelas figuras monstruosas estava alcançado: escapar de satanás e de suas tentações. Mais uma vez, sabedoria da Igreja.

O clero do tempo da catedrais tinha bem presente uma verdade hoje esquecida: a maior esperteza do demônio consiste em fazer crer que ele não existe. Recentemente ouvi um sermão dizendo que, se o Inferno existe, deve estar vazio. Veja como o sentimentalismo mole daqueles que não quererem se compenetrar de que esta vida é um combate, conduz a clamorosos erros contra a Fé. Isso se dá até mesmo com personagens que deveriam ensinar a verdade inteira. E esses demônios são hediondos. Nada têm dos demoninhos engraçadinhos, do tipo Brasinha, que se vêm com frequência por aí, fazendo gracinhas. Os tempos de fé não mascaravam a hediondez dos infernos.

Dr. Nelson Fragelli (Traduzido por Nelson Barreto para o site http://www.veritatis.com.br/)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

FORMAÇÃO: O Evangelho segundo os evangélicos

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O Evangelho segundo os evangélicos

Ao ver o título deste texto posivelmente alguns poderíam pensar que se trata de algo ofensivo, mas não é assim. O objetivo desta instrução não é atacar nem ofender aos nossos irmãos evangélicos. Meu desejo é simplesmente mostrar a Verdade do Evangelho tal como é, num ambiente ecuménico, de amor ao irmão e de amor à Verdade.

Jesus Cristo disse: "A Verdade os fará livres." Jo 8,32 e é essa verdade a que queremos proclamar sem comentários, nem interpretações, nem agregados. Queremos proclamar o Evangelho completo do Nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo.

São as 12 verdades do Evangelho, que como auténticos cristãos, devemos conhecer:

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FORMAÇÃO: Ser Santo: não é tão simples

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Ser Santo: não é tão simples

Lendo uma reportagem sobre a vida de São Maximiliano Kolbe que resolvi escrever esse texto. Acho que vai esclarecer um pouco de como uma pessoa se torna santa. Até porque a expressão “ser santo” foi um pouco banalizada.

Os critérios que a Igreja segue são estes: a defesa da fé até o martírio e a prática da caridade até o grau de heroísmo. Quando um ou outro, ou ambos os requisitos são reconhecidos em uma pessoa, unidos a outros aspectos secundários como o fato de se ter obtido milagres ou graças especiais por sua intercessão, então a Igreja pode reconhecê-la como santa. E vale lembrar que há 70 anos São Maximiliano, um frade franciscano, faleceu e que foi canonizado por ter se voluntariado a morrer de fome e sede, no lugar de um pai de família, no campo de concentração de Auschwitz. Polonês, também exercia seu sacerdócio católico abrigando refugiados judeus durante a 2ª Guerra.  Por dessas ações se tornou santo.    

Por Marcelo Monjardim
Referencias Bibliograficas:
O Mílite - Junho de 2011 - pág. 8
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11051

segunda-feira, 6 de junho de 2011

FORMAÇÃO: Ciência e Religião #1 - Origem do universo

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Ciência e Religião #1

Origem do universo

"embora a fé supere a razão, não poderá nunca existir contradição entre a fé e a ciência porque ambas têm origem em Deus." (São Tomás de Aquino)

Quando estudamos a origem do universo em biologia, é comum acontecer uma baita confusão na nossa cabeça ao tentar entender a relação entre a teoria do Big Bang e o livro de Gênesis. Por isso vamos tentar trazer nesta postagem um síntese da posição católica diante deste assunto.

O livro do Gênesis, assim como outros livros da Bíblia, não tem um valor de fidelidade histórica. Podemos dizer que Gênesis é um tipo de poema em que o autor capta a essência da origem do universo e é uma forma de entendermos que Deus criou todo o universo sem precisarmos entender fielmente como aconteceu.

A teoria do Big Bang é a mais aceita dentre as teorias que tentam explicar a origem do universo. Eu não vou ficar explicando a teoria em si, mas o que eu posso dizer é que ela NUNCA foi contraditória à doutrina católica, já que foi o Padre Georges-Henri Édouard Lemaître (1894-1966) quem propôs a teoria da "hipótese da átomo primordial" que mais tarde ficou mais conhecida como “Big Bang”.

Em relação à origem do universo, fica mais do que provado que a Igreja não só aceita, como também ajuda a ciência entender esta obra de Deus.

terça-feira, 8 de março de 2011

LITURGIA: Quarta-feira de Cinzas

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Quarta-feira de Cinzas

Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.

Fonte: ACI

quinta-feira, 3 de março de 2011

LITURGIA: A Liturgia deve recuperar um lugar privilegiado na vida cristã

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A Liturgia deve recuperar um lugar privilegiado na vida cristã

O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antonio Cañizares, afirmou que se está vivendo "uma situação dramática caracterizada pelo esquecimento de Deus", que exige recuperar para a liturgia o lugar que lhe corresponde na vida dos cristãos.

"Quanta rotina e mediocridade, quanta trivialização e superficialidade nos foram introduzidos!; Quantas missas celebradas de qualquer maneira ou participadas de qualquer disposição!; Daí nossa grande debilidade", expressou o Cardeal no último 25 de fevereiro à revista espanhola Vida Nueva.

O Cardeal afirmou que o Concílio Vaticano II pôs a sagrada liturgia "no centro da vida e missão da Igreja". Entretanto, questionou se é possível afirmar "que tudo o que foi feito e se faz é a renovação querida pelo Concílio".

"O povo de Deus, fiéis e pastores, vive de verdade da liturgia, ela está no centro de nossas vidas? Foram ensinados e assimilados os ensinamentos conciliares, manteve-se uma fidelidade aos mesmos, ou foram interpretados corretamente na chave da continuidade que pede o Papa?", perguntou.

No diálogo, o Cardeal Cañizares recordou que a liturgia é acima de tudo obra de Deus "e que nada pode ser anteposto a ela. Só Deus, a 'revolução de Deus', Deus no centro de tudo, poderá renovar e mudar o mundo".

Reestruturação do dicastério

Em outro momento da entrevista, o Cardeal Cañizares explicou que entre os projetos imediatos da Congregação está "a reestruturação do dicastério, que afeta, por exemplo, a criação de uma seção nova para a música e a arte sagradas ao serviço da liturgia".

"Outro aspecto desta mesma reestruturação se refere à transferência a outro organismo da Santa Sé do 'ofício matrimonial' para o caso do matrimônio '.

Entretanto, negou que o dicastério já não vá se ocupar dos sacramentos. Disse que não pode desaparecer da competência da Congregação o aspecto da "disciplina". "Liturgia e sacramentos vão unidos, são uma mesma coisa, e, além disso, a disciplina pertence à mesma entranha dos sacramentos e da liturgia", explicou.

O Cardeal afirmou que "há normas a serem cumpridas, um direito a ser acatado -o de Deus- e também abusos a serem corrigidos. Por isso, de modo algum desaparece da Congregação a 'disciplina dos sacramentos'; ao contrário, ficará reforçada".

"No restante, todo isso permitirá dedicar e concentrar a maioria dos não poucos esforços e trabalhos que se necessitam em tudo aquilo que possibilite intensificar o movimento litúrgico que segue vivo, como obra do Espírito Santo, do Vaticano II", assinalou.

Fonte: ACI

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FORMAÇÃO: Por que preciso rezar?

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Por que preciso rezar?

PrayUma das maiores descobertas que já fiz na vida foi saber que Deus me ama e me acolhe independentemente do que faço, pois Ele me ama a partir do que sou. Neste caso, se eu rezo ou não rezo, Ele continua amando-me com a mesma intensidade. No mundo existem milhões de pessoas que nunca oraram e, no entanto, não deixam de viver. Trabalham, estudam, viajam, fazem descobertas, constroem prédios, vão à praia, ao shopping e vivem naturalmente. Daí vem a pergunta, que já ouvi várias vezes: Então por que preciso rezar?

A resposta pode ser dada de inúmeras formas, mas acredito que a vida diz mais que as palavras. Enquanto escrevo, recordo-me de tantos momentos nos quais, sem saber o que fazer, procurei uma direção da parte de Deus por meio da oração e fui ajudada. Certamente você também já viveu experiências assim e é nessas horas que percebemos o valor da oração em nossa vida.

Padre Kentenich, autor do livro "Santidade de todos os dias", diz que quando oramos, além de nos assemelharmos a Cristo, que é orante por excelência e nos aproximarmos do Pai, que nos ama em Cristo, nos tornamos também possuidores das riquezas divinas, já que a vida dos santos e cristãos piedosos confirma que os tesouros de Deus estão à disposição daqueles que rezam. Na verdade, existe algo que não podemos esquecer jamais: Não é Deus que precisa de nossas orações, mas somos nós que precisamos de Sua graça, e esta costuma manifestar-se quando a Ele recorremos por meio da oração.

A oração também tem o poder de despertar nossos sentidos para percebermos os presentes que Deus nos dá, mas que, por uma razão ou outra, não conseguimos reconhecê-los. É que quando oramos o Espírito Santo nos devolve a calma, assim temos condições de ver o outro lado da história, tirando os olhos de nós mesmos e do problema em si. Aliás essa é uma das maiores graças alcançadas pela oração. Já que quando estamos com dificuldades, naturalmente acabamos colocando o problema no centro da vida e isso nos impede de encontrarmos solução para ele.

Já ouvi dizer que a oração é como um grito, um pedido de socorro, mesmo que seja no silêncio, pois Deus vê o coração e não deixa quem ora sem resposta. Existe até uma história que pode ilustrar essa afirmativa:

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FORMAÇÃO: A beleza do rito litúrgico

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A beleza do rito litúrgico

06fc5cecb85f535c37519a5c4958a7e9A liturgia é o momento áureo para o cristão, reunido em assembléia ou em oração, para ter um encontro de intimidade com Deus na comunhão com todos na comunidade Cristã. Não podemos fazer as coisas por rotina ou reduzismo, mas buscar o belo e aprofundar na mensagem genuína de Cristo que quer ter um encontro pessoal com cada pessoa que crê Nele.

Hans Urs Von Balthasar, na "Introdução" ao primeiro volume de sua monumental Herrlichkeit (Glória), em que desenvolveu uma teologia sistemática focada na importância da beleza, escreve: "A beleza é a última palavra que o intelecto pensante pode atrever-se a pronunciar, porque esta não faz outra coisa a não ser coroar, como auréola de esplendor inapreensível, a estrela dupla da verdade e do bem e sua relação indissolúvel. Esta é a beleza altruísta, sem a qual o velho mundo era incapaz de ser compreendido, mas que deixou, na ponta dos pés, o moderno mundo dos interesses, abandonando-o à sua cobiça e tristeza. Esta é a beleza que já não é amada ou mesmo guardada pela religião, mas, como máscara arrancada de seu rosto, revela traços que ameaçam ser incompreensíveis para os homens. Esta é a beleza em que já não ousamos acreditar e que transformamos em aparência para que possamos nos libertar dela sem remorsos. Esta é a beleza, enfim, que requer (como é demonstrado hoje), pelo menos coragem e força de decisão da verdade e da bondade, e que não se deixa reduzir ao ostracismo e separar dessas suas duas irmãs sem arrastá-las consigo em uma misteriosa vingança" (Gloria. Una estética teológica, Jaca Book, Milano 1994 [rist II.], pp. 10-11) (www.zenit.org ).

São palavras de clara condenação, por parte de um teólogo bem "moderno", desse espírito funcionalista típico da modernidade, que é incapaz de apreciar o valor das coisas belas que não tenham um reflexo imediato no campo da utilidade. Como compreender hoje o valor dos detalhes minuciosos que os artistas traçaram sobre as abóbadas de inúmeras igrejas e que são inúteis, porque não são perceptíveis para quem vê a abóbada da nave? Como justificar a fadiga dos mestres do mosaico que passavam dias compondo obras em locais não visíveis das catedrais medievais? Se a pintura ou o mosaico não serão vistos, não serão usufruídos por olho humano algum, de que adiantou tanta dificuldade? A beleza neste caso não implica uma perda de tempo e energia? E também: para que serve a beleza das vestimentas e dos vasos sagrados, se o pobre morre de fome ou não tem com que cobrir sua nudez? Essa beleza não tira recursos do cuidado dos necessitados? (www.zenit.org )

E, no entanto, a beleza é proveitosa! E serve precisamente quando é gratuita, quando não busca uma utilidade imediata, quando é irradiação de Deus. Bento XVI recorda: "A relação entre mistério acreditado e mistério celebrado manifesta-se, de modo peculiar, no valor teológico e litúrgico da beleza. De fato, a liturgia, como, aliás, a revelação cristã, tem uma ligação intrínseca com a beleza: é esplendor da verdade (veritatis splendor). Na liturgia, brilha o mistério pascal, pelo qual o próprio Cristo nos atrai a Si e chama à comunhão. (...) A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. (...) Concluindo, a beleza não é um fator decorativo da ação litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à ação litúrgica para que brilhe segundo a sua própria natureza" (Sacramentum Caritatis, n. 35) (www.zenit.org ) .

Quem não sabe apreciar o valor gratuito (ou seja, da graça) da beleza, em especial da beleza litúrgica, dificilmente conseguirá realizar um ato adequado de culto divino. Continua Von Balthasar: "Quem, ao ouvir falar dela, sorri, julgando-a como um resíduo exótico de um passado burguês, desse se pode ter certeza de que - secreta ou abertamente - já não é capaz de rezar e, depois, tampouco o será de amar" (Glória, p. 11). A beleza do rito, quando é tal, corresponde à ação santificadora própria da sagrada liturgia, a qual é obra de Deus e do homem, celebração que dá glória ao Criador e Redentor e santifica a criatura redimida. De modo conforme à natureza composta do homem, a beleza do rito deve ser sempre corpórea e espiritual, mostrar o visível e o invisível. Do contrário, ou se cai no esteticismo, que pretende satisfazer o gosto, ou no pragmatismo, que supera as formas na busca utópica de um contato "intuitivo" com o divino. No fundo, em ambos os casos, passam-se da espiritualidade à emotividade . (www.zenit.org )

O risco hoje é menos o do esteticismo e muito mais o do pragmatismo informal. Temos necessidade, no presente, não tanto de simplificar e de extrair o supérfluo, mas de redescobrir o decoro e a majestade do culto divino. A sagrada liturgia da Igreja atrairá o homem da nossa época não vestindo cada vez mais as vestimentas da cotidianidade anônima e cinza, a que já está muito acostumado, mas vestindo o manto real da verdadeira beleza, vestidura sempre nova e jovem, que a faz ser percebida como uma janela aberta ao céu, como ponto de contato com o Deus Uno e Trino, a cuja adoração está ordenada, através da mediação de Jesus Cristo, Sumo e Eterno (www.zenit.org ) .

Assim, podemos concluir que a liturgia nos faz participantes dinâmicos do rito que busca o Belo para gloriar e revelar a Beleza de Deus que caminha conosco. Não podemos, de modo algum, desprezar a liturgia em nome de um modernismo que menospreza o tempo e o encontro pessoal de cada cristão com Cristo na vida comunitária celebrativa. Que o mundo seja transformado pela nossa conversão a Jesus Cristo que nos revela o Pai no Espírito Santo. Amém

Bacharel em Teologia José Benedito Schumann Cunha

Fonte: Vocacionados Menores

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

FORMAÇÃO: Questionando os Protestantes – IX

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Questionando os Protestantes – IX

A Doutrina Importa?

Sim, a doutrina importa. Alguns têm dito que a doutrina não importa desde que “se peça a Jesus em seu coração”. Contudo esta afirmação não concorda com a Bíblia. Em Sua oração no Jardim das Oliveiras (Jo 17), Jesus rezou para que todos fossem um. Isto quer dizer: em proposta, amor e doutrina. Na carta de São Paulo aos Gálatas, ele escreve:

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição , discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus” (Gal 5,19-21).

A palavra “partidos” é traduzida aqui e ali como “heresias”, que é a transliteração da palavra grega latente. Paulo iguala heresia e dissensão com idolatria e imoralidade. Diz que heréticos não herdarão o Reino de Deus, tanto quanto uma pessoa idólatra ou sexualmente imoral. Paulo usa palavras muito fortes. A Timóteo, Paulo escreveu:

“Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante (e não entende nada”). (1Tim 6,3-4).

Para citar Lutero, “nada é senão algo mesquinho”. Paulo fala acerca de não compreender senão algo mesquinho. Paulo diz que eles não entendem “nada” – nada sobre Cristo. Há mais de 20.000 denominações protestantes. Por que o que umas ensinam como verdade, outras ensinam como erro?

Sua igreja vem ensinando a mesma doutrina há 2.000 anos? Ou é uma divisão de uma divisão, de uma divisão “ad nauseam”, que ensina sua própria interpretação que não tem fundamento na Cristandade histórica? Como um apêndice: onde a Bíblia diz que nós devemos pedir a Jesus dentro de nosso coração?

Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. / http://blog.bibliacatolica.com.br/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FORMAÇÃO: Questionando os Protestantes – VIII

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Questionando os Protestantes – VIII

Quem elegeu Pedro como Pastor da Igreja de Jerusalém?

Pedro não foi eleito. Pedro, bem como os outros Apóstolos, foram indicados para o oficio diretamente por Jesus. Nas Igrejas Evangélicas os pastores são, na maioria dos casos, eleitos pelo voto da congregação. Qual é a evidência bíblica para se eleger pastores? Não há nenhuma. A Igreja de Jerusalém nomeou diáconos, mas não há nenhuma evidência nas Escrituras para eleger pastores. Depois que os diáconos foram nomeados, foram ainda ordenados pelos apóstolos. Os apóstolos ordenaram sete diáconos através de preces e imposição das mãos sobre eles.

Durante suas viagens, Paulo ordenou Tito e Timóteo. Paulo deu a Tito e a Timóteo a autoridade de ordenar anciãos:

“Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei” (Tt 1,5)

“A ninguém imponhas as mãos inconsideradamente, para que não venhas a tornar-te cúmplice dos pecados alheios” (1Tim 5,22).

A ordenação dos anciãos e diáconos está implicitamente indicada.

O Novo Testamento não nos fala em nenhum momento da congregação elegendo seus anciãos/pastores. Em vez disto, os anciãos eram indicados pelos apóstolos ou por aqueles que receberam a autoridade dos apóstolos. Esta forma de governo da Igreja é chamada governo episcopal. Somente após a Reforma houve Igrejas que utilizaram governos presbiterais ou congregacionais.

Por que você obedece a uma igreja que tem governo presbiteral ou congregacional já que a Bíblia ensina a forma de governo episcopal?

Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. / http://blog.bibliacatolica.com.br/

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FORMAÇÃO: Questionando os Protestantes – VII

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Questionando os Protestantes – VII

O Batismo é apenas para os crentes? Não pode ser ministrado às crianças?

Eis uma resposta complicada. Primeiramente, as Escrituras não endossam nem condenam explicitamente o Batismo das crianças. A Igreja histórica sempre acreditou no Batismo das crianças. Os Reformadores Lutero e Calvino também acreditaram ser apropriado batizar crianças. Os Anabatistas foram alguns dos primeiros após a Reforma a condenarem o Batismo das crianças (embora existissem algumas poucas seitas antes da Reforma que não o praticavam).

Os argumentos contra o Batismo das crianças são que as pessoas mencionadas como tendo sido batizadas por João Batista eram adultos arrependidos. No seu sermão de Pentecostes Pedro disse: “Arrependei-vos e batizai-vos”. Quem sustenta que o Batismo é apenas para os crentes, diz que não podendo as crianças se arrependerem, não lhes é apropriado o Batismo.

Aqueles que defendem o Batismo das crianças citam passagens dos Atos dos Apóstolos, onde famílias inteiras, como a de Cornélio e a de Lídia, eram batizadas, o que supostamente inclui as crianças. Um outro argumento a favor do batismo das crianças vem da comparação do Batismo com a circuncisão:

“Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mão de homem, mas com a circuncisão de Cristo, que consiste no despojamento do vosso ser carnal. Sepultados com ele no Batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Col 2,11-12).

Na Antiga Lei, no oitavo dia as crianças do sexo masculino eram recebidas e lhes era dado o sinal da circuncisão da Antiga Lei. Já que o Novo Testamento é uma Lei mais abrangente do que a Antiga, incluindo homens e mulheres, judeus e gentios, o Batismo das crianças é mais apropriado a dar às crianças o Signo da Nova Lei (o Batismo). Com efeito, Jesus disse:

“Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas” (Lc 18,16).

O “se parecem com elas” de que Jesus falou eram criancinhas que o povo trazia para ele abençoá-las. Assim, os Pedobatistas vêem nas palavras de Jesus um argumento a seu favor.

Registros históricos confirmam que a prática do Batismo das crianças era geralmente a norma. No segundo século, Irineu escreveu a primeira declaração sobre a prática na Igreja do Batismo das crianças:

“Ele (Jesus) veio para salvar a todos através dele mesmo, isto é, a todos que através dele são renascidos em Deus: bebês, crianças, jovens e adultos. Portanto, ele passa através de toda idade, torna-se um bebê para um bebê, santificando os bebês; uma criança para as crianças, santificando-as nessa idade…(e assim por diante); ele pode ser o mestre perfeito em todas as coisas, perfeito não somente manifestando a verdade, perfeito também com respeito a cada idade” (Contra Heresias II,22,4 (ano 189)).

Irineu declarou que as crianças cristãs renascem. Como podem renascer se não têm a capacidade (pelo que sabemos) para exercer a fé? Previamente já vimos que isso acontecia pelo Batismo. Irineu mesmo nasceu numa família cristã, por volta do ano 140, em Esmirna, uma das Igrejas mencionadas no Apocalipse (Ap 2,8). Os historiadores pensam que Irineu foi provavelmente batizado por Policarpo, que foi o bispo de Esmirna. Policarpo foi mártir e discípulo pessoal de João, o Apóstolo. Parece-nos improvável que ele tivesse batizado crianças se fosse impróprio e se tivesse ouvido de João instrução diferente. No ano 215, Hipólito escreveu:

“Onde não há escassez de água, a água corrente deve passar pela fonte batismal ou ser derramada por cima; mas se a água é escassa, seja em situação constante, seja em determinadas ocasiões, então se use qualquer água disponível. Dispa-se-lhes de suas roupas, batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas” (Tradição Apostólica 21,16).

Diz-se que Hipólito instruiu às crianças que tivessem capacidade falarem por elas mesmas. Isso parece muito com as crianças levadas a Jesus, em Lucas 16,15. Finalmente, Orígenes fez uma firme declaração com respeito a origem apostólica do batismo das crianças:

“A Igreja recebeu dos apóstolos a tradição de dar Batismo mesmo às crianças. Os apóstolos, aos quais foi dado os segredos dos divinos sacramentos sabiam que havia em cada pessoa inclinações inatas do pecado (original), que deviam ser lavadas pela água e pelo Espírito” (Comentários sobre a Epístola aos Romanos 5,9 (ano 248)).

Finalmente, eis uma interessante citação do eminente Teólogo Protestante Dr. R.C. Sproul, em “Verdades Essenciais da Fé Cristã”, com relação ao batismo das crianças:

“A primeira menção direta ao Batismo das crianças se vê por volta do meio do segundo século. O que é digno de nota sobre esta menção é que concorda que o Batismo das crianças era uma prática universal da Igreja. Se o Batismo das crianças não estivesse em prática no primeiro século da Igreja, como e por que começou como doutrina ortodoxa tão cedo e tão generalizadamente? Não somente foi uma rápida e universal disseminação, mas a literatura sobrevivente daquele tempo não demonstra nenhuma controvérsia a respeito desse costume”.

Concordando pelo batismo das crianças, Dr. Sproul usa como argumento final a palavra tradição com “T” maiúsculo. Em seu sumário, nas palavras finais se lê:

“A história da Igreja sustenta o testemunho da prática universal e não controvertida do Batismo das crianças no segundo século”.

Por que você negaria as bênçãos do Batismo para as suas crianças quando a Bíblia não o proíbe, e é prática universalmente aceita pela Igreja histórica e até mesmo pelos Reformadores Lutero e Calvino?

Fonte: Site “Glory to Jesus Christ!”. Tradução: José Fernandes Vidal. / http://blog.bibliacatolica.com.br/