Juventude ativa!

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

FORMAÇÃO

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Décimo Mandamento - Não cobiçar as coisas alheias

"NÃO COBIÇARÁS ... COISA ALGUMA QUE PERTENÇA AO TEU PRÓXIMO" 
(Ex 20, 17)

O décimo mandamento se refere e proíbe a cobiça dos bens dos outros, raiz do roubo, da rapina e da fraude, que o sétimo mandamento proíbe. A cupidez (cobiça) tem sua origem, como a fornicação (praticar o coito, importunar), na idolatria proibida nas três primeiras prescrições da Lei. O décimo mandamento resume, junto com o nono, todos os preceitos da Lei. 


I - "A desordem das concuspiscências"
O apetite sensível nos faz desejar aquilo que não temos. Por exemplo, comer quando temos fome, ou nos aquecermos quando temos frio. Estes desejos não são maus, mas muitas vezes extrapolam os limites da razão e nos fazem desejar injustamente aquilo que não é nosso. O Décimo mandamento nos proíbe o desejo de uma apropriação desmedida dos bens terrenos; proíbe a cobiça desmedida vinda da paixão imoderada pelas riquezas e de seu poder. 

Quando desejamos obter as coisas dos outros, mas de modo justo, não violamos este mandamento. Aqui temos as características das pessoas que mais devem lutar contra as suas concuspiscências:

- Os comerciantes que desejam os preços altos dos produtos, que vêem com pesar que não são os únicos a comprar e vender; e se acham no direito de comprar ao preço mínimo e vender mais caro; os que desejam que seus semelhantes vivam na miséria para obterem lucro, quer vendendo ou comprando deles... Os médicos que desejam que sempre haja doentes; os legistas que desejam que haja sempre causas e processos numerosos... 

- A inveja é um vício capital (grave). Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo desmedido de sua apropriação. Ao desejar um mal grande ao outro, cometemos um pecado mortal. Santo Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". Dela nascem o ódio, maledicência, calúnia, alegria causa com a desgraça do outro e o desprazer causado pela sua prosperidade. A Inveja é contrária a caridade. O Batizado deve lutar contra ela mediante a benevolência. 


II - "Os desejos do espírito"
É na Lei e na graça que somos instruídos pelo Espírito Santo ao Sumo-Bem; é nele que saciamos o nosso coração. O Deus das promessas sempre nos advertiu contra aquilo que, desde sempre, parece como "bom ao apetite, agradável aos olhos, desejável para adquirir ciência" (Gn 3, 6).

A própria Lei confiada a Israel não bastou para justificar aqueles que se sujeitavam à ela, antes tornou-se mesmo o instrumento da cobiça. Agora, porém, manifestou-se a Justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos profetas, operada em Jesus Cristo em favor daqueles que crêem. 


III - "A pobreza de coração"
Jesus disse a seus discípulos para preferi-lo a tudo e a todos por causa dele e do Evangelho. Ele deu-lhes o exemplo da pobre viúva de Jerusalém, de usa indulgência, deu tudo o que possuía para viver. Os desprendimento das riquezas é primordial para se entrar no Reino. "Bem-aventurados os pobres em espírito" (Mt 5, 3). 

Ser "pobre em espírito" é dedicar-se totalmente a uma humildade voluntária de espírito e sua renúncia. Infelizmente o orgulhoso procura o poder terreno, ao passo que o pobre em espírito busca o Reino dos Céus. O abandono nas mãos da providência do Pai do Céu, nos liberta da preocupação do amanhã. A confiança em Deus pré dispõe para a bem aventurança dos pobres. Eles verão a Deus. 


IV - "Querer ver a Deus"
O desejo da felicidade verdadeira liberta o homem do apego desmedido aos bens terrenos, que se realizará na visão e na bem-aventurança de Deus. A promessa de ver a Deus ultrapassa todas as bem- aventuranças, na Escritura ver é possuir. Aquele que vê Deus obteve todos os bens que se pode imaginar. 
Para possuir e contemplar a Deus, os fiéis de Jesus Cristo devem mortificar (dar morte) a sua concuspicência e superar, com a graça de Deus, as seduções do gozo e do poder.

terça-feira, 4 de maio de 2010

FORMAÇÃO

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Nono Mandamento - Não desejar a mulher do próximo


"NÃO COBIÇARÁS A CASA DO TEU PRÓXIMO, NEM DESEJARÁS SUA MULHER,NEM SEU SERVO, NEM SUA SERVA, NEM SEU BOI, NEM SEU JUMENTO, NEM COISA ALGUMA QUE PERTENÇA A TEU PRÓXIMO"
(Ex 20,17)


Há três formas de cobiça ou concuspiscências: a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida. Conforme a tradição católica catequética; o nono mandamento proíbe a cobiça da carne e o décimo proíbe a cobiça dos bens alheios.

A concuspiscência é uma forma de desejo humano. A teologia ensina que se trata de um apetite sensível que se opõe aos ditames da razão. Provém da desobediência do primeiro pecado.

A concuspiscência transforma as faculdades morais do homem e, sem ser pecado em si mesma, força-o a cometê-lo. O homem é um ser composto de espírito e carne e em seu interior desenrola-se uma luta. Essa luta interior é uma conseqüência do pecado original.


I - "A purificação do coração"
É no coração onde residem as más intenções como o adultério, roubos, prostituições, difamações, etc (Mt 15,19).

A luta contra a cobiça da carne passa pela purificação do coração e pela prática da temperança.

Lembremos da sexta Bem-aventurança: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8).

Ser "puro de coração" significa entregar o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, especialmente nos campos da caridade, na castidade ou retidão sexual, do amor à verdade da tradição da fé. 

Aos "puros de coração" está prometido ver a Deus face a face ser semelhantes a Ele. A pureza de coração é a condição prévia da visão, nos permite ver no corpo humano, nosso e o do próximo, como um templo do Espírito Santo, uma manifestação da beleza divina.



II - "A luta pela pureza"
O Batismo nos concede a graça da purificação dos pecados, mas ainda temos que continuar a lutar contra a cobiça da carne e as cobiças desordenadas. Com a graça de Deus, alcançaremos a pureza de coração:
- Pela virtude e o Dom da castidade, que nos permite amar com um coração reto e indiviso;
- Pela pureza de intenção, que consiste em Ter em vista o fim verdadeiro do homem;
- Pela pureza do olhar, exterior e interior;
- Pela disciplina dos sentimentos e da imaginação;
- Pela recusa de toda a cobiça dos pensamentos impuros, "A vista desperta a paixão dos insensatos" (Sb 15, 5);
- Pela oração

A pureza de coração exige o pudor e paciência, modéstia e discrição. Ele preserva a intimidade da pessoa. Orienta os olhares e gestos das pessoas. Inspira o modo de vestir. 

Existe os sentimentos do pudor, como existe o do corpo. O pudor protesta contra a exploração do corpo humano em função de uma curiosidade doentia "Como em certo tipo de publicidade", ou contra a solicitação de certos meios de comunicação em revelar as intimidades da pessoa. 

O pudor também inspira o modo de viver e permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes. A pureza cristã requer uma purificação do clima social, e exige dos meios de comunicação social uma informação que não ofenda o respeito e a modéstia. A pureza de coração nos liberta do erotismo tão difundido. E nos afasta dos espetáculos que favorecem o voyeurismo (observação) e ilusão.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

FORMAÇÃO

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Oitavo Mandamento - Não levantar falso testemunho

"NÃO LEVANTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO".
(Ex 20,16)


I - Viver na verdade:

Temos no Antigo Testamento que Deus é fonte de toda verdade. Sua Palavra é verdade. Sua Lei é verdade. "Sua fidelidade continua de geração em geração" (Sl 119,90). Foi em Jesus Cristo que a verdade se manifestou plenamente. "Cheio de graça e verdade", Ele é a "luz do mundo" (Jo 8,12), a Verdade. O verdadeiro discípulo de Jesus em sua "permanece em sua palavra" para conhecer a "verdade que liberta" (Jo 8,32) e santifica. Jesus nos ensinou o amor incondicional da verdade: "Seja o vosso 'sim, sim e o vosso 'não', não. (Mt 5,37).

Os homens tendem à verdade e são obrigados a honrá-la e testemunhá-la. São também obrigados a aderir à verdade e ordenar suas vidas segundo as suas exigências. A verdade deve estar presente em nosso falar, pensar e agir pois assim, estamos nos guardando da duplicidade, simulação e da hipocrisia. Devemos Ter veracidade naquilo que fazemos ou dizemos.

Não haveria possibilidade de convivência recíproca se não houvesse a verdade entre as pessoas. A verdade nos ensina corretamente aquilo que deve ser expresso e aquilo que deve ser guardado. Isso implica em honestidade e discrição. Todos devem manifestar a verdade entre si mesmos.

Partindo deste raciocínio devemos entender qual é a seriedade que é viver na verdade. "Um inimigo pode nos causar um terrível mal (matar, ferir gravemente, espalhar falsos boatos, roubar, etc ...), mas um amigo pode nos destruir por completo". Daí temos a importância seríssima de manifestar a verdade para com as outras pessoas. O nosso amigo, e quando mais intimo, é aquele que nos conhece, sabe das nossas fraquezas, das nossas limitações. É por isso que devemos ser verdadeiros.

O discípulo de Cristo "aceita viver na verdade", esto é, na simplicidade de uma vida conforme o exemplo do Senhor. Ao dizermos que estamos em comunhão com Ele e, pelo contrário, andamos nas trevas, estamos mentindo descaradamente para Deus e para nós mesmos.

II - Dar testemunho da verdade:

Assim como Cristo proclamou diante Pilatos que "veio ao mundo para dar testemunho da verdade", o cristão não deve temer ou envergonhar-se de dar testemunho do Senhor (2 Tm 1,8). O cristão deve manter uma "consciência irrepreensível, constantemente, diante do Senhor e dos homens" (At 24, 16). Ao fazer parte da Igreja, o cristão deve dar testemunho do Evangelho e das obrigações dele decorrentes. Ele fará isso através de seus atos e palavras.

O martírio é o supremo teste da verdade e implica em dar testemunho que pode, muitas vezes, ira até a morte. O mártir é aquele que dá tesmunho do Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Enfrenta a morte num ato de fortaleza. "Deixai-me ser comida das feras. É por elas que me será concedido chegar até Deus. (Santo Inácio). Temos então as lembranças daqueles que foram até o fim por causa de Cristo. São as "Atas dos mártires".

III - As ofensas à verdade:

O Falso testemunho e o perjúrio:

Quando se emite publicamente algo contrário à verdade, diante de um tribunal, é falso testemunho e quando se está sob juramento, é perjúrio. Isso pode contribuir para condenar injustamente um inocente ou inocentar o culpado. Prejudica o exercício da justiça pronunciada pelos juizes.

Respeito à reputação das pessoas:

É proibido qualquer atitude e palavra que cause um prejuízo injusto. Torna-se culpado:

De juízo temerário (imprudente):

Aquele que, secretamente, admite como verdadeiro, sem razão alguma, o defeito moral do próximo.

De malediscência:

Aquele que, sem razão válida, revela as pessoas que não sabem os defeitos do próximo e suas faltas.

De calúnia:

Aquele que, pela mentira, prejudica a reputação dos outros e causa falsos juízos a respeito deles. Para não cairmos no juízo temerário (julgar sem medir as conseqüências), temos que interpretar de modo favorável tanto quanto possível o pensamento, atos e palavras do próximo.

Malediscência e calúnia:

Mancham a reputação e a honra do próximo. Todos têm direito à honra do próprio nome, à sua reputação e ao seu respeito. Logo, a malediscência e a calúnia ferem as virtudes da justiça e da caridade.

Adulação, bajulação ou complacência:

Deve-se tomar muito cuidado com atos ou palavras que, por (bajulação), confirme e encoraje o outro na malícia de seus atos e perversidade. Adulação é falta grave quando cúmplice de vícios ou de pecados graves. Se torna um pecado venial, quando só quer ser agradável, evitar um mal, remediar uma necessidade, obter vantagens legítimas.

A jactância ou fanfarronice:

É uma falta grave contra a verdade e o mesmo vale para a ironia que é depreciar alguém caricaturando, de modo malélovo, seu comportamento.

A mentira:

É dizer o que é falso com a intenção de enganar. O Senhor denuncia na mentira uma obra diabólica: "Vós sois do diabo, vosso pai, ... nele não há verdade: quando ele mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira" (Jo 8, 44). É a ofensa direta á verdade. Mentir é falar ou agir contra ela para induzir um erro. Fere a relação do homem como o seu próximo e com o Senhor.

A mentira torna-se mortal, embora seja um pecado venial em si, quando fere gravemente as virtudes da justiça e da caridade. Sua punição varia de acordo com as circunstâncias, a intenção do mentiroso, as conseqüências sofridas por suas vítimas.

A mentira é uma profanação da palavra que tem como finalidade levar a verdade a outros e é condenável em sua natureza. Quando induzimos o próximo, através da mentira, a um erro estamos cometendo uma falta grave contra a justiça e a caridade. A culpa é maior ainda, quando a intenção é de enganar. Causa a morte para aqueles que são desviados da verdade.

A mentira é uma verdadeira violência ao próximo porque o impede de obter a capacidade conhecer, que é a condição de todo o juízo e decisão. Ela mina a confiança entre os homens e rompe o tecido das relações sociais.

Toda falta contra a justiça e a verdade impõe uma reparação, mesmo após o perdão. Não podendo reparar um erro publicamente, deve-se fazê-lo em segredo; se aquele que sofreu o prejuízo não puder ser indenizado, deve-se dar-lhe satisfação moral, em nome da caridade. Isso também é válido para as faltas cometidas contra a reputação dos homens.

IV - O respeito à verdade:

Nós devemos Ter muito cuidado para saber avaliar as condições e ver se é pudente ou não revelar a verdade àquele que a pede. A caridade e o respeito à ditarão a resposta. A todo pedido de informação. Ninguém pode revelar a verdade a quem não tem o direito de conhecê-la e por isso temos que saber guardar segredo quando necessário.

O sacramento da confissão é inviolável e não pode ser traído em hipótese nenhuma pelo sacerdote. Os segredos profissionais devem se mantidos sob total sigilo, salvo casos em que venham a trazer prejuízo grave àqueles que os confia, àquele que os recebe ou a um terceiro e só evitáveis mediante divulgação da verdade.

Todos temos o dever de manter a justa reserva acerca dos segredos particulares das pessoas.

V - O uso dos meios de comunicação social:

Na sociedade moderna, os meios de comunicação social, infelizmente uma minoria, estão a serviço do bem comum. A sociedade tem direito a uma informação fundada sobre a verdade, a liberdade, a justiça e a solidariedade. Os membros da sociedade, porém também devem cumprir neste particular os deveres de justiça e verdade. Eles devem exigir que os meios de comunicação social contribuam para auxiliar na formação e difusão da reta opinião pública. A conseqüência é que daí surgem uma comunicação verdadeira, justa e livre, favorecendo a circulação de idéias que aumentam o conhecimento e o respeito aos outros.

Nós temos que exigir da mídia maior moderação e disciplina quanto à programação e assim termos uma consciência esclarecida e correta para resistirmos às influências negativas. A imprensa tem o dever e obrigação, na difusão da informação, de servir à verdade e não ofender a caridade. Ela deve se esforçar para não omitir a verdade dentro dos limites do juízo crítico a respeito das pessoas. A imprensa não deve ceder à difamação.

As autoridades civis têm o dever de defender o bem comum. É através da publicação de leis, e de sua aplicação rigorosa e do cuidado pelo bom uso dos meios de comunicação, que os poderes públicos evitarão que haja graves danos aos costumes e progressos da sociedade.

Nada justifica a recusa do uso de falsas informações para manipulação da opinião pública. A moral denuncia o flagelo dos estados totalitários que falsificam a verdade, exercem pelos meios de comunicação uma dominação da opinião pública, manipulam os acusados e as testemunhas de processos públicos, etc...

VI - Verdade, beleza e arte sacra:

A prática do bem vem acompanhada de um prazer espiritual gratuito e da beleza moral. A verdade é bela em sim mesma e implica alegria e explendor espiritual. É a expressão racional do conhecimento da realidade criada e incriada. É necessária ao homem, dotado de inteligência e pode encontrar outras formas de expressão humana, sobretudo quando retrata de evocar dela o que há de indizível, as profundezas do coração, as elevações da alma, o mistério de Deus.

Antes de se revelar ao homem por palavras, Deus o fez através da criação - "a grandeza e a beleza das criaturas levam, por comparação, à contemplação de seu Autor" (Sb 13,5). "pois foi a própria fonte da beleza que as criou" (Sb 13,3).

Criado à imagem e semelhança de Deus, o homem exprime a verdade de sua relação com Ele através das manifestações artísticas. A arte é uma riqueza interior da humanidade dada gratuitamente por Deus em abundância. Ela une conhecimento e perícia, para dar forma à verdade de uma realidade acessível à vista e ao ouvido. A arte é parecida com a obra da criação, quando é inspirada na verdade e no amor das criaturas.
A arte sacra tem como função evocar e glorificar, na fé e na adoração, o mistério transcendente de Deus, beleza excelsa e invisível de verdade e amor, revelada em Cristo, "resplendor de Sua glória, expressão de seu Ser" (Hb 1,3), "em que habita toda a plenitude da divindade" (CL 2, 9).

domingo, 2 de maio de 2010

FORMAÇÃO

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Sétimo Mandamento - Não roubar

“NÃO ROUBARÁS”
(Ex 20,15)


Este mandamento nos proíbe de tomar ou lesar injustamente os bens do próximo, de qualquer modo. Diz respeito aos bens terrestres e aos frutos do trabalho dos homens. Exige em favor do bem comum, o respeito à destinação universal dos bens e ao direito da propriedade privada.

I - "A destinação universal e a propriedade privada dos homens"

No começo, Deus deu a terra e tudo que nela existia para que a humanidade tomasse conta dela.

O homem passou então a ser o administrador do mundo. Dessa forma ele poderia cuidar da terra, dominá-la através do trabalho e desfrutar dela. Infelizmente o homem deixou-se dominar pela ganância. Hoje em dia vemos um mundo dividido entre os homens e ameaçado pela violência. Entendamos que a posse dos bens só é legítima quando garante a liberdade e o sustento das pessoas ou quando provê suas necessidades fundamentais e as daqueles de quem está encarregado e manifesta a solidariedade entre os homens.

O direito à propriedade privada, adquirida ou recebida de modo justo não abole a doação da terra ao ser humano. Todos têm esse direito. O homem que faz uso de seus bens, deve Ter suas coisas materiais como comuns a todos. Isso significa que tudo o que temos não é só nosso porque podem se úteis aos outros também.

A propriedade de um bem faz do seu dono um administrador da providência, para repartir os benefícios dessa administração aos outros.

Os bens de produção – como terras ou fábricas, competências ou profissões – devem ser administrados muito bem, para que sejam aproveitados da melhor forma possível e os bens de consumo devem ser usados com moderação, reservando a melhor parte aos hóspedes, doentes e aos pobres.

II – "O respeito às pessoas e aos seus bens"

Devemos Ter respeito à dignidade do ser humano e para isso devemos praticar a virtude da temperança, para não nos apegarmos aos bens deste mundo; a virtude da justiça, para preservar os direitos do próximo e a solidariedade.

RESPEITO AOS BENS DO OUTRO:

O sétimo mandamento nos proíbe de usurpar um bem de outra pessoa sem o seu pleno consentimento. Quando não há outra maneira de aliviar o sofrimento ou necessidade urgente e imediata de alguém, a não ser pelo uso dos bens do outro, não constitui o roubo. Ex: alimento, abrigo, remédio, roupas, etc...

Tomar ou reter os bens do outro, mesmo que não fira a lei civil, é contrário ao sétimo mandamento. O mesmo se aplica a reter um bem emprestado ou objeto perdido, de fraudar no comércio, pagar salários injustos, aumentar preços, aproveitar a ignorância ou a miséria alheia.

É ilícito ficar especulando o valor de um bem para se tirar proveito do dono; a corrupção que “compra” o julgamento daqueles que devem tomar decisões de acordo com o direito; trabalhos malfeitos; fraude fiscal, falsificação de cheques e faturas, gastos excessivos, etc...

Um contrato deve ser mantido rigorosamente por ambas as partes. É o caso de um contrato de venda ou compra, locação ou trabalho. Todo contrato está sujeito à justiça comutativa. Vamos esclarecer:

Justiça comutativa é aquela que obriga o pagamento de dívidas e cumprimento das obrigações livremente contraídas. É essa justiça que obriga a reparação ou restituição do bem furtado na mesma proporção do delito.

Qualquer ato mercantil ou totalitário que condiciona o ser humano à servidão ou a comprá-lo e vendê-lo e a trocá-lo como uma mercadoria é gravemente condenável. É um pecado contra a dignidade humana reduzi-la, por violência, a um valor de uso ou fonte de lucro.

O RESPEITO PELA INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO:

Os animais, plantas e os seres inanimados foram entregues aos cuidados do se humano, pelo Senhor, para o bem comum. O uso de recursos minerais, vegetais e animais só pode ser feito por meio da preocupação com a qualidade de vida.

Os animais são criaturas de Deus, que por sua simples existência, lhe dão glória e o bendizem. Lembremos do carinho que São Francisco e São Felipe Neri davam aos animais. Seguindo este belíssimo exemplo, entendamos que só podemos nos servir dos animais para nossa alimentação e vestuário.

Podemos domesticá-los para ajudar nos trabalhos e para o laser. Também podemos fazer neles experimentos científicos que proporcionem a descoberta de remédios para curar ou salvar vidas. Por último, é contrário à dignidade humana submetê-los a sofrimento inútil e desperdiçar suas vidas.

III – "A doutrina social da Igreja"

A Igreja recebe do Evangelho a revelação plena da verdade do homem. Cumprindo o papel de anunciadora do Evangelho, em nome de Jesus Cristo, ao homem, ela está testemunhando sua dignidade própria e a sua vocação à comunhão com as pessoas e lhe ensina também as exigências da justiça e da paz, de acordo com a sabedoria divina.

Tem uma missão distinta das autoridades quando lícitas em relação à moralidade. Ela se preocupa com os aspectos temporais do bem comum por causa de sua ordenação ao Sumo Bem, nosso fim último. Inspira as atitudes justas em relação aos bens terrenos. E nas relações sócio econômicas.

A doutrina social da Igreja propõe princípios de reflexão, critérios de juízo e orienta as ações. Todo sistema onde as relações sociais são dominadas por fatores econômicos é contrário à dignidade da pessoa humana (como o capitalismo).

O capitalismo faz do lucro a regra principal e o fim último para todos. Mostra um apetite desordenado pelo dinheiro e nos traz conseqüências perversas. Reduz as pessoas a meros instrumentos que visam ao lucro e escraviza o homem, conduz à idolatria do dinheiro e contribui para difundir o ateísmo. É explicitamente contrário à dignidade humana. “Não podeis servir ao mesmo tempo a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24; Lc 16,13).

IV – "Atividade econômica e justiça social"

As atividades econômicas e o crescimento da produção devem atender as necessidades do homem e é um erro achar que seu fim específico é o lucro acima de tudo. A vida econômica deve estar sempre a serviço das pessoas, do homem em sua totalidade e da comunidade humana.

Deve ser exercida dentro da ordem moral para corresponder ao plano de Deus acerca do homem.
O Trabalho é um dever de todos: “Quem não quer trabalhar também não há de comer”(2Ts 3,10). Ele honra os dons do Criador e os talentos recebidos. O Trabalho também pode ser redentor. Assim como um discípulo do Cristo, carregamos a nossa cruz, dia a dia, na atividade onde somos chamados a realizar. Pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrestres no Espírito de Cristo. É no trabalho que realizamos uma parte de nossas capacidades inscritas em nossa natureza. O trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho. Devemos usar o nosso trabalho para ganharmos o nosso próprio sustento e para prestar serviço à comunidade.

A vida econômica abrange interesses, muitas vezes, opostos entre si que acabam causando conflitos. É através de negociações que respeitam os direitos individuais e os deveres dos parceiros sociais que se deve procurar minimizar tais conflitos entre os representantes dos assalariados, sócios de uma empresa, etc.

A responsabilidade do Estado é dar garantias às liberdades individuais e á propriedade, através de uma moeda forte e estável e de serviços públicos eficientes. O Estado tem o dever de vigiar e conduzir as aplicações dos direitos humanos no setor econômico, mas nesse âmbito, a primeira responsabilidade não é do Estado e sim de instituições e associações que compõem a sociedade.

Os responsáveis pelas empresas deveriam Ter para com a sociedade uma responsabilidade econômica e ecológica por suas operações. Deveriam considerar o bem das pessoas e não o lucro e seu aumento. Ex: garantir empregos.

O Acesso ao trabalho deve ser aberto a qualquer pessoa sem distinção. A própria sociedade deve colaborar para que o cidadão tenha um bom emprego e um bom trabalho.

O salário justo é o fruto do trabalho. Recusá-lo é cometer grave injustiça. Para se avaliá-lo deve-se levar em conta as necessidade e contribuições de cada um. O Salário deve garantir ao trabalhador e seus familiares os recursos necessários a uma vida digna no plano material e espiritual.

A greve se torna moralmente legítima quando não há outro meio para se conseguir um beneficio proporcionado. É inaceitável se envolver em violência ou quando está ligada a um objetivo que não seja relacionado ao trabalho.

A privação ao trabalho, por causa do desemprego é para os que a sofrem, um atentado a sua dignidade e uma ameaça ao equilíbrio da vida. Causa um enorme prejuízo ao desempregado e inúmeros riscos ao seu lar.

V – "Justiça e solidariedade entre as nações" 

Hoje observamos uma desigualdade social em todo o mundo. De um lado, estão aqueles que detêm grande poder econômico e, de outro, os que acumulam as dívidas. O correto seria que nações onde a solidariedade entre essas nações onde a questão social esta cada vez maior. Também temos que aceitar que os sistemas econômicos abusivos devem se abolidos totalmente.

As nações ricas têm o dever de ajudar as nações pobres a conseguir o seu sustento quando não conseguem por si mesmas ou foram impedidas por causa de um acontecimento histórico. Mas esta ajuda sempre de ser gratuita, não em forma de empréstimos internacionais que no final deixam os países mais necessitados em condições até piores do que estavam antes, de precisar da ajuda. É um dever de solidariedade e caridade para com os mais necessitados, ainda mais quando as nações ricas tiram sua riqueza de recursos naturais.

Podemos ver que ajudar diretamente quando há uma catástrofe ou uma epidemia é um modo eficaz; mas também é temporário. É preciso convencer as instituições financeiras dos países ricos de que elas precisam melhorar as relações de igualdade para com os países menos desenvolvidos. Precisamos apoiar o esforço dos países pobres para que possam sair de sua situação de miséria. Podemos observar ainda que, nos países pobres, a massa preponderante no campo e na lavoura é constituída da população pobre. Aumentando o conhecimento de Deus e de nós mesmos estaremos formando a base da solidariedade humana.

A igreja não pode interferir diretamente na construção política e na organização da vida social. Este é o dever dos fiéis leigos. Eles devem agir por própria iniciativa e assim estarão agindo como artesãos da paz e da justiça.

VI – "O amor aos pobres"

Podemos dizer que este é um dos pontos principais, depois do amor a Deus, em nosso estudo aos dez Mandamentos. Citemos algumas passagens que podem esclarecer, melhor do que muitas explicações, este ponto, importantíssimo:

“Da ao que pede e não voltes as costas aos que te pede emprestado” (Mt 5,42); “De graça recebestes, de graça dai” (Mt 10, 8); Jesus reconhecerá seus eleitos pelo que tiverem feito as pobres. O amor aos pobres é também um dos motivos de trabalharmos porque assim teremos o que partilhar com quem tem necessidade. Isso deve se estender também à pobreza cultural e religiosa.

O amor aos pobres é incompatível com o amor desmedido pelas riquezas e seu uso egoísta:

“Pois bem, agora vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que estão para vos sobrevir. Vossa riqueza apodreceu e vossas vestes estão carcomidas pelas traças. Vosso ouro e vossa prata estão enferrujados, e sua ferrugem testemunhará contra vós e devorará vossas carnes. Entesourastes como que um fogo nos tempos do fim! Lembrai-vos de que o salário, do qual privastes os trabalhadores que ceifam vossos campos, clama, e os gritos dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do exércitos.

Vivestes faustosamente na terra e vos regalastes: Vós vos saciastes no dia da matança. Condenastes o justo e o pusestes à morte: ele não vos resiste” (Tg 5, 1-6)

Quando damos aos pobres algo que lhes é indispensável, não estamos praticando a verdadeira generosidade, mas apenas devolvemos o que é deles. É um simples ato de justiça e não de caridade.
As obras de misericórdia são aquelas que nós dedicamos caridosamente às necessidades corporais e espirituais dos pobres. Instruir, consolar, confortar são obras de misericórdia espiritual.

Como também perdoar e suportar com paciência, dar de comer aos famintos, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os maltrapilhos, visitar os doentes e prisioneiros e sepultar os mortos são obras de misericórdia corporal.

“Quem tiver duas túnicas, reparta-as com aquele que não tem, e quem tiver o que comer, faça o mesmo”(Lc 3,11).

A miséria humana é o sinal da condição em que o homem se encontra depois de Ter cometido o primeiro pecado. É por isso que Jesus Cristo Salvador teve tamanha compaixão de nós e assumiu esta miséria sobre se mesmo, identificando-se com os mais “pequeninos” Entre seus irmãos. É por causa dessa miséria que a Igreja tem um amor preferencial pelos pobres e, mesmo apesar de suas falhas no passado, ela tem trabalhado para aliviá-los, defendê-los e libertá-los.

“Nunca deixará de haver pobres na terra; por isso que eu te ordeno: abre a mão em favor do teu irmão que é humilhado e pobre em tua Terra” (Dt 15,11). Jesus faz suas essas palavras: “Sempre tereis pobres convosco; mas a mim nem sempre tereis” (Jo 12, 8).

A mãe de Santa Rosa de Lima a repreendeu por manter pobres em sua casa. A resposta foi a seguinte: “Quando servimos aos pobres e doentes, servimos a Jesus. Não devemos cansar de ajudar o próximo, porque neles é a Jesus que servimos”.

sábado, 1 de maio de 2010

FORMAÇÃO

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Sexto Mandamento - Não pecar contra a castidade

"NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO"
(Ex 20, 14)


I - "Homem e mulher os criou..."

Deus implantou no homem e na mulher a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,28); No dia em que Deus criou o Homem, Ele o fez à sua semelhança e imagem. A sexualidade afeta os aspectos da união entre o corpo e a alma. É a capacidade de amar, a afetividade e procriação e, em geral, a aptidão de criar vínculos de união com os outros. Cada um deve aceitar e reconhecer a sua sexualidade. É muito importante para um casal a maneira como se vivem, como se doam mutuamente, como se apoiam mutuamente, como se completam.

Ao criar o ser humano, Deus lhe dá a dignidade pessoal de modo igual. Cada um dos dois sexos, é igual em dignidade, mas de maneiras diferentes, imagem do poder e ternura de Deus. A união no casamento é uma maneira de imitar, na carne, a generosidade e fecundidade do Criador. “O homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gn 2,24)

No sermão da montanha Jesus interpreta de maneira rigorosa o plano de Deus. “Ouvistes o que foi dito: ‘não cometerás adultério’ Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olha para uma mulher com desejo de possuí-la já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5, 27-28).


II – "A vocação à Castidade"

A castidade consiste em aprender, a dominar a si mesmo, sendo uma alternativa bem clara : ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa dominar por elas e se torna infeliz.

A Dignidade do homem exige o seu livre arbítrio, ou seja, que ele possa agir simplesmente por força de um impulso interno cego ou estímulos externos. O homem alcança essa dignidade quando se liberta da escravidão de suas paixões e escolhe livremente o bem.

Para ser fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações devemos nos apegar à obediência, aos mandamentos divinos, à oração, às verdadeiras virtudes morais (= não se deixar levar pelas práticas despudoradas). Devemos tomar muito cuidado com o que se considera moral no mundo atual. Ex: venda de bebida alcóolica e cigarros a menores, programas que exploram a sensualidade do corpo, tanto de adultos quanto de crianças, etc.

Esses poucos exemplos citados são considerados, mascaradamente, pela mídia, como virtudes morais. A virtude da castidade é comandada pela virtude da temperança (= é o refrear dos desejos, principalmente os do gosto e do tato)

O domínio de si mesmo é um processo muito demorado e que requer muita força de vontade. Deve ser retomado em todas as idades da vida. Isso deve ser ensinado desde cedo. Nas fases da infância e da adolescência esse processo se torna mais difícil exigindo um maior esforço da pessoa.

A castidade é uma virtude moral e um Dom de Deus. O Espírito Santo nos concede o Dom de imitar a pureza de Cristo, através do Batismo.

A castidade é como se fosse a escola da doação de si mesmo. A castidade leva aquele que a pratica a tornar-se para o próximo uma testemunha da fidelidade e ternura de Deus. A virtude da castidade desabrocha na amizade. É na amizade que o discípulo descobre como seguir e imitar Jesus. A castidade é uma promessa de vida eterna. Ela se expressa na amizade entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes. A amizade representa um grande bem para todos e conduz à comunhão espiritual.


FORMAS DE CASTIDADE:

Há três formas da virtude da castidade: a primeira dos esposos, a segunda da viuvez e a terceira da virgindade. Não se pode louvar uma delas sem excluir as outras.

Os noivos são também convidados a viver a castidade conjugal que é a prova de fidelidade e respeito mútuo e de esperança de se receberem ambos da parte de Deus.

Reservarão as manifestações de ternura específicas de amor conjugal para o tempo do casamento.

OFENSAS À CASTIDADE:

Luxúria : É um desejo desenfreado do prazer sexual quando é buscado para outras finalidades que não sejam a procriação e a união.

Masturbação : É excitação voluntária dos órgãos sexuais a fim de conseguir prazer sexual. É um ato extremamente egoísta e desordenado. Tal ato fere a ordem moral que se realiza num contexto de amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e procriação humana.

Fornicação: É o ato sexual ou a sexualidade entre as pessoas fora do casamento (adultério), E é gravemente contrário à castidade das pessoas. É um escândalo grave quando há corrupção de jovens.

Pornografia : É a utilização de cenas de sexo (reais ou simuladas), da intimidade dos parceiros, para exibi-los a terceiros. A pornografia denigre o ato conjugal. Atenta gravemente contra a dignidade dos que o praticam, porque cada um se torna para o outro um objeto de prazer rudimentar.

Prostituição : Vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, que fica reduzida ao um objeto de prazer sexual, que dela se obtêm. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo, mancha seu corpo, Templo do Espírito Santo. A prostituição é um ato pecaminoso, porém o estado de miséria e a chantagem podem atenuar a falta.

Estupro: É a penetração à força na intimidade sexual de uma pessoa. Fere gravemente a justiça e a caridade. Provoca um dano que pode marcar a vítima por toda a vida. É um ato extremamente mal. O que torna o estupro mais grave é o estupro cometido pelos pais.

CASTIDADE E HOMOSSESUALIDADE:

A homossexualidade é a atração sexual entre indivíduos do mesmo sexo. É um ato contrário à lei natural. Fecham o ato sexual ao Dom da vida (= gerar filhos).

Pessoas que nascem com a tendência ao homossexualismo têm pela frente uma grande provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e sem discriminação. Tais pessoas também são chamadas a realizar a vontade de Deus e se forem cristãos devem unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

III – "O amor entre os esposos : "

A intimidade corporal dos esposos torna-se um sinal de comunhão espiritual. A sexualidade não é um ato puramente biológico. Diz respeito também a uma união espiritual. Essa união se realiza verdadeiramente se perdurar de maneira integral um para com o outro até a morte.

O próprio Criador estabeleceu que na geração dos filhos, os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Em razão disso os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Contudo os esposos devem ter limites de uma moderação justa. O matrimônio tem um duplo fim:
O bem dos cônjuges (fidelidade) e a transmissão da vida (procriação).

A FIDELIDADE CONJUGAL :

O casal de cônjuges forma uma íntima comunhão de vida e de amor que o Criador fundou e dotou com suas leis. Instaurando esse pacto conjugal com consentimento dos dois, eles não são mais dois, mas sim uma só carne. Esta aliança impõe a obrigação de manter a união una e indissolúvel.

A FECUNDIDADE NO MATRIMÔNIO

A fecundidade é um Dom e um fim do matrimônio. O filho não vem de fora, vem do ato de doação mútua, da qual é fruto e realização.

Toda união através do matrimônio tem como finalidade constituir uma família. Os cônjuges são chamados a gerar a vida. Devem ser cooperadores do amor do Deus Criador, como que seus intérpretes. A missão própria deles é a geração e educação dos filhos.

Os esposos podem espaçar os nascimentos dos seus filhos. Esse desejo não provém do egoísmo mas sim de uma paternidade responsável.

Os aspectos essenciais do matrimônio; unitivo e procriador, conservam o sentido de amor mútuo de verdadeiro ordenando o homem para sua altíssima vocação à paternidade.

Os métodos de controle de natalidade como a observação dos períodos infecundos da mulher estão dentro dos critérios objetivos da moralidade. Esses métodos respeitam o corpo dos esposos. Em compensação é intrinsecamente má a realização da prática sexual onde se utilize métodos que venham a tornar impossível a procriação. Ex: preservativos, pílulas, etc...

Estejam certos de que a vida dos homens e a missão de transmití-la não se confinam ao tempo presente, mas estão sempre relacionados com a destinação eterna dos homens.

O DOM DO FILHO :

As famílias numerosas são vistas pela Igreja como um sinal de bênção Divina e da generosidade dos pais. O filho é o maior Dom do matrimônio e não pode ser considerado como “propriedade” dos pais, mas sim como uma pessoa que deve ser respeitada e amada por eles desde o momento de sua concepção.

O Evangelho nos mostra que a esterilidade não é um mal absoluto, pois os esposos que não puderem ter filhos podem unir-se à cruz do Senhor, prestando auxílios importantes em favor do próximo ou adotando crianças desamparadas.

IV – "Ofensas à dignidade do matrimônio :"

O ADULTÉRIO :

Mostra a infidelidade conjugal. Cristo condena o adultério mesmo de simples desejo. O sexto mandamento e o Novo Testamento prescrevem o adultério. Os profetas denunciam sua gravidade e vêem nele o pecado da idolatria. O adultério é uma injustiça. Cometendo o adultério ferimos o sinal da aliança que é o vínculo matrimonial, lesamos o direito do outro cônjuge e prejudicamos o casamento.

O Adultério prejudica também o bem da geração da vida e dos filhos, que precisam da união estável dos pais.

O DIVÓRCIO :

O Senhor Jesus quis, por vontade do Criador, que o casamento fosse indissolúvel. Entre os batizados o casamento não pode ser dissolvido por nenhum poder humano, exceto pela morte.
É uma ofensa grave à lei natural. Isso porque o divórcio rompe com o contrato consentido livremente pelos esposos de viverem um como o outro.

Não se pode casar novamente, depois da primeira união matrimonial, porque quem resolve casar de novo passa encontrar-se em situação de adultério público e permanente.

“Se o marido, depois de se separar de sua mulher, se aproximar de outra mulher, se torna adúltero, porque faz essa mulher cometer adultério; e a mulher que habita com ele é adúltera, porque atraiu a si o marido de outra”. S. Basílio.

O divórcio acarreta vários problemas: para o cônjuge que fica abandonado; para os filhos, traumatizados com a separação dos pais, e muitas vezes disputados entre eles, e por seu contágio que o torna uma praga social.

Quando um dos cônjuges é a vítima inocente do divórcio decidido por uma lei civil, ele não fere o preceito moral. Existe uma grande diferença entre o cônjuge que tentou ser fiel ao matrimônio e se vê injustamente abandonado e aquele que, por falta grave de sua parte, destrói um casamento canonicamente válido.

OUTRAS OFENSAS À DIGNIDADE DO CASAMENTO :

Poligamia : Vai diretamente contra a comunhão conjugal e o plano de Deus que nos foi revelado, porque contraria a dignidade pessoal entre o homem e a mulher, que no matrimônio se doam com um amor total e por isso mesmo único e exclusivo. O cristão polígamo é obrigado por justiça a honrar as obrigações contraídas para com suas antigas mulheres, bem como para com os filhos.

Incesto : É a relação íntima entre os familiares em um grau de parentesco que os proíba de se casarem . Compromete as relações familiares e indica uma regressão animalesca. Podemos ligar ao incesto os abusos sexuais dos adultos contra crianças ou jovens sob sua guarda, o que pode causar um dano escandaloso à integridade física e moral.

A união livre é quando um homem e uma mulher não querem tornar legal e pública uma ligação que implica relação sexual, isto é, recusa do casamento. É uma incapacidade de assumir um compromisso a longo prazo. É uma situação que ofende o matrimônio, destrói a idéia de família e enfraquece o sentido da fidelidade.

O ato sexual só pode acontecer dentro do casamento; fora dele é uma falta grave. Muitos hoje reclamam um "direito à experiência" quando há intenção de se casar. Relações sexuais prematuras não garantem a fidelidade dos esposos e nem os protege contra as fantasias e caprichos. A união carnal só é legítima quando instaurada no casamento. O amor humano não tolera a "experiência". Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

FORMAÇÃO

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Quinto Mandamento - Não matar


"NÃO MATARÁS"

(Ex 20,13) 


A vida humana é sagrada porque desde sua origem ela teve a ação criadora de Deus. E permanece para sempre ligado a Ele, seu único fim. Só Deus é o dono da Vida, do começo ao fim; ninguém, em hipótese nenhuma, tem o direito de tirar a vida de um ser humano inocente.


I - "Respeito à vida humana" 


Podemos ver em Gênesis o ato maldoso de Caim que matou Abel, cometendo Fraticídio (= assassinar o próprio irmão ou irmã). O homem se torna inimigo de si mesmo por causa da cobiça e da cólera vindas do pecado original. Na Sagrada Escritura vemos claramente a proibição do quinto mandamento: "Não matarás o inocente nem o justo" (Ex 23,7)

E ainda no Sermão da Montanha, Jesus ensina a proibição da cólera, do ódio e da vingança e diz a Pedro para que ofereça a outra face e ame seus inimigos (Mt 5,21)

A LEGÍTMA DEFESA :

A ação de se defender pode trazer duas consequências : uma é a conservação da própria vida e a outra é a morte do agressor. Só a primeira delas é que deve ser desejada porque só devemos partir para a agressão física, se for extremamente necessário, com uma resposta igual a do agressor. Isso porque se alguém, para se defender, usar de violência mais do que é necessário, seu ato será ilícito. Mas, se a violência for repelida com medida, será lícito...

Então quem apenas defende sua própria vida não será culpável de homicídio, mesmo sendo obrigado a matar o agressor. As autoridades têm o dever de impossibilitar os agressores que prejudicam a sociedade dessa forma. O Estado deve conter a difusão de comportamentos nocivos à sociedade. Assim as penas imputadas pelas autoridades, têm o dever de defender a ordem pública e, na medida do possível, promover a correção e recuperação do culpado.

HOMICÍDIO :

O quinto mandamento qualifica como gravemente pecaminoso o homicídio direto e voluntário e o assassino e seus colaboradores que o praticam, estão cometendo um pecado que clama ao céu, por vingança. É proibido também qualquer ato que venha a provocar indiretamente a morte. Não se pode colocar em risco mortal sem razão uma pessoa ou se recusar a ajudar alguém que esteja correndo perigo.
O homicídio involuntário também é uma falta grave porque a pessoa que o praticou, agiu de modo a provocar a morte, ainda que sem a intensão de causá-la.

ABORTO :

O ser humano deve ser respeitado desde o momento de sua existência, no ventre de sua mãe, e deve ter todos os seus direitos de pessoa humana. "Antes mesmo de Te formares no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei" (Jr 1,5).

A Igreja repudia este ato de maldade moral. O aborto provocado é gravemente contrário ao quinto mandamento e à lei moral e consiste em uma prática monstruosa. Todos os que cooperam com este ato estão cometendo uma falta gravíssima e estão sujeitos à excomunhão pelo próprio fato de cometer o delito contra um inocente.

Desde a sua concepção, o embrião deverá ser defendido em sua integridade, cuidado e curado, na medida do possível, como qualquer ser humano e é imoral usar os embriões como material genético disponível em laboratórios.

A EUTANÁSIA:

Consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, gravemente doentes ou moribundas. Assim, toda ação de intenção ou omissão que acarrete o fim da dor, através da morte é gravemente contrária à dignidade do ser humano e ao Deus Vivo, seu criador. Quem prática e colabora com esta prática monstruosa está cometendo um assassinato.

O SUICÍDIO :

Todos somos responsáveis por nossa própria vida diante de Deus, que é o seu único e verdadeiro soberano. Somos meros administradores de nossa vida e não podemos desfazer dela. O suicídio é contrário à perpetuação da própria vida e ao amor do Deus Vivo.

Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida. A Igreja ora pelas pessoas que atentam contra a própria vida.


II - "Respeito à dignidade das pessoas "


RESPEITO À SAÚDE :

O cuidado com a saúde precisa da ajuda da sociedade para se obter condições de vida que permitam crescer e atingir a maturidade: alimento, roupa, moradia, cuidado da saúde, ensino básico, emprego e assistência social. A moral a apela para o respeito à vida corporal, mas não faz dela um valor absoluto para não deixar que ninguém se apegue à uma concepção neo-pagã que promove o culto ao corpo. Em razão da escolha que faz entre os fortes e os fracos, essa concepção causa uma perversão nas relações humanas.
A virtude de temperança nos previne dos abusos da comida, álcool (deve-se evitar), fumo (deve-se evitar) e medicamentos que só devem ser sob orientação médica e para fins terapêuticos.

O uso de drogas se constitui em ato de certa forma grave, pois atenta gravemente contra a saúde, podendo provocar a morte dependendo das circunstancias. Sendo assim considerado um ato que tenta de forma grave ao quinto mandamento.

A produção e o tráfico de drogas são práticas escandalosas e colaboram diretamente com o mal.


RESPEITO À PESSOA E À PESQUISA CIENTÍFICA :


Experiências científicas, médicas ou psicológicas só devem ser usadas para promover a cura dos doentes e para melhorar a saúde pública. Experimentos em humanos não podem contrariar a dignidade e a moral. Não atendem a esses princípios quando feitos sem o concentimento do sujeito ou de seus representantes legais. Ex: doação de órgãos.

RESPEITO À INTEGRIDADE CORPORAL :

Os sequestros e a tomada de reféns fazem reinar o terror e exercem pressões intoleráveis sobre as vítimas. O terrorismo fere, ameaça e mata indiscriminadamente e é gravemente contrário à justiça e à caridade.

As várias formas de tortura física e moral que são usadas para amedrontar, castigar, arrancar a confissão dos culpados e satisfazer o ódio também são gravemente contrárias à dignidade da pessoa humana. As amputações e mutilações só poderão ser aceitas se atenderem a fins terapêuticos.

Infelizmente, em épocas passadas, práticas cruéis foram usadas por governos para manter a lei e a ordem e, muitas vezes, sem protesto dos pastores da Igreja, que também adotavam tais práticas em seus próprios tribunais, aprovando o direito romano da tortura. Lamentavelmente, ao lado desses fatos, a Igreja sempre ensinou aos cléricos a clemência e a misericórdia : proibiu-se de derramar sangue.

RESPEITO AOS MORTOS :

Temos que dar cuidados e atenção para que os moribundos tenham condições de viver digninamente seus últimos dias aqui na Terra. Eles deverão receber, em tempo oportuno, os sacramentos para se prepararem para se encontrarem co o Deus Vivo.

Os corpos dos defuntos devem ser respeitados na fé, na caridade e na esperança da ressurreição. A autópsia poderá ser aceita somente para fins de investigação legal ou para pesquisa científica.


III . "A Salvaguarda da Paz "


A PAZ :

O quinto mandamento nos lembra que devemos evitar a cólera assassina e o ódio. A cólera é o desejo de vingança. É errado desejar o mal àquele que merece punição, ... Mas é correto impor uma correção a ele. Se essa cólera continuar sendo alimentada, pode se tornar um forte desejo de matar ou ferir gravemente alguém e sendo assim, é um pecado mortal.

O ódio voluntário é pecado grave quando o homem quer diretamente o mal do outro. O respeito e o desenvolvimento da vida humana exigem a paz. A paz não é só a ausência da guerra, também é a livre comunicação entre os homens, respeito pela dignidade das pessoas e prática incessante da fraternidade. É a "tranquilidade da ordem", "obra de justiça" (Is 32,17) e efeito da caridade.

EVITAR A GUERRA :

Cada cidadão e governante deve agir de modo a evitar a guerra, mas em caso de haver o perigo de se entrar em guerra, sem uma autoridade competente internacionalmente dotada de forças suficientes, e os esforços de promover a paz se esgotaram, não se pode negar aso governos o direito da legítima defesa.
Pode-se recorrer a legítima defesa pela força militar se os seguintes requisitos estiverem satisfeitos simultaneamente :

- O dano causado à nação ou nações, seja durável, grave e certo;
- Todos os outros meios de pôr fim ao dano se tenham esgotado;
- Estejam reunidas as condições sérias de êxito;
- Somente o mal causador do dano deve sofrer as graves conseqúências. (Temos aqui a chamada "doutrina da guerra justa")

Os poderes públicos devem fazer o máximo para se evitar os conflitos armados, uma vez iniciada a guerra, nem tudo é permitido entre as partes inimigas.

É preciso tratar com respeito os não-combatentes, feridos e prisioneiros. O extermínio de um povo, Nação ou minoria étnica deve ser considerado um pecado mortal. O maior perigo da guerra é dar chance aos países possuidores de armas atômicas, biológicas e químicas de cometerem esses atos monstruosos.

A acumulação de armas é vista como a maneira mais eficaz de garantir a paz entre as nações. A corrida armamentista também não garante a paz. Ao contrário, pode agrava-la mais ainda. Os gastos faraônicas na fabricação de novas armas mais modernas e mais potentes só impede de socorrer as populações indigentes. Esses fatores só servem para aumentar o risco de os conflitos armados se multiplicarem ainda mais.

Por fim, dizemos que a injustiças, as desigualdades excessivas de ordem econômica ou social, a inveja, a desconfiança e o orgulho que vive entre as nações, ameaçam sem cessar a paz e causam as guerras.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

FORMAÇÃO

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Quarto Mandamento - Honrar pai e mãe


"HONRA TEU PAI E TUA MÃE, PARA QUE SE PROLONGEM OS SEUS DIAS NA TERRA, QUE O SENHOR TEU DEUS, TE DÁ"

(Ex 20.12)

O Quarto mandamento encabeça a Segunda tábua e indica a obra da caridade. Deus quis, depois dele mesmo, que honrássemos nossos pais a quem devemos nossa vida e quem nos transmitiram o conhecimento de Deus. Ele os revestiu de sua autoridade.

Esse mandamento é dirigido aos filhos em relação aos pais, porque é a relação mais universal. Também se dirige à relações de parentesco com outros membros da família como os avós e os antepassados. E por fim, estende-se aos deveres dos alunos para com os professores, dos empregados para com os patrões, dos subordinados para com os chefes, etc ...

A observância ao Quarto mandamento nos faz alcançar junto com os frutos espirituais, frutos temporais de paz e prosperidade. Ao contrário, sua não-observância traz grandes danos às comunidades e às pessoas individualmente.


I - "A família no plano de Deus"


O casamento e a família são ordenados para o bem do casal, a procriação e educação dos filhos. Um homem e uma mulher unidos pelo casamento, formam uma família que será reconhecida por qualquer autoridade pública, não submetendo-se a ela. (ou seja, não depende desta autoridade para se formar). A família é feita por membros iguais em dignidade, responsabilidades, direitos e deveres.

A família cristã é chamada de "igreja doméstica", porque é uma comunidade de fé, esperança e caridade. Ela tem um papel muito importante na Igreja, como se vê no Novo Testamento. É um reflexo da comunhão entre o Pai o Filho e o Espírito Santo e sua atividade procriadora e procriadora também se parece com a obra criadora do Pai. A Leitura cotidiana da Sagrada Escritura, fortifica a caridade na família.

A família cristã é evangelizadora e missionária e as relações entre os membros dessa família estabelecem laços de intimidade, afetos e respeito mútuo entre si.


II - "A família e a sociedade"


A família como se sabe, é a célula da sociedade e a autoridade, estabilidade e vida relações dentro dela constituem a liberdade, segurança e fraternidade na sociedade. É na família que os jovens poderão aprender os valores morais, tais como honra a Deus e usar corretamente a liberdade.

A família também deve ensinar os membros a cuidar dos jovens e dos mais velhos, dos pobres, doentes e deficientes. "A religião pura e sem macula diante de Deus o nosso Pai consiste, nisto: visitar os órfãos e a viúvas em suas tribulações e guardar-se livre da corrupção do mundo. (Tg 1,27)

A família deve ser apoiada pela sociedade quando não tem a capacidade de desempenhar as sua funções, porque o bem estar da sociedade depende de uma grande responsabilidade para com o casamento a ser fortalecido e da família também.

Temos que entender que em nossos irmãos e irmãs, vemos os filhos de nossos pais e seguindo esse raciocino também vemos nos nossos primos os descendente dos nossos avós. Nos batizados, os filhos de nossa mãe a Igreja; em cada pessoa humana, um filho de Deus. O próximo não é só um "indivíduo" da sociedade, mas "alguém" que merece o nosso respeito.

O bom governo na sociedade deve proporcionar relações justas entre patrões e empregados, governantes e cidadãos para dar dignidade às pessoas preocupadas com a justiça e a fraternidade.



III - "Deveres dos membros da família"


DEVERES DOS FILHOS :

Dentre os principais deveres enunciados pelo preceito divino, podemos expôr:

Respeito pelos pais (piedade filial) : É o reconhecimento para com aqueles que pelo Dom da vida, por seu trabalho e amor, nos puseram no mundo permitindo que crescessemos em estatura, sabedoria e graça.
Respeito filial : Revelado através da docilidade e obediência. "Um filho sábio ama a correção do Pai, e o zombador não escuta a reprimenda" (Pr 13,1)

Responsabilidades para com os pais : Relembrados no quarto mandamento e dirigido aos filhos adultos. Eles devem dar ajuda material e moral na velhice, e na doença, na solidão e na angústia.

O respeito filial também diz respeito aos irmãos e irmãs. Nós cristãos, temos que ter um respeito especial àqueles que nos deram o Dom da fé, a graça do batismo. E a vida na Igreja, podendo ser os pais, avós, tios, pastores, catequistas, etc.

DEVERES DOS PAIS :

Um dos mais importantes deveres dos pais é o papel de educadores dos filhos. É de importância tão grande que é quase impossível substituí-los nessa função.

Eles devem reconhecer nos filhos, como filhos de Deus e respeita-los. Por terem tamanha responsabilidade, devem dar testemunho dela através da criação de um lar onde a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço sem interesses são a regra primordial. O lar é o local certo para a educação das virtudes.

Outra responsabilidade dos pais é dar o bom exemplo aos filhos, reconhecendo diante deles seus próprios defeitos, para melhor guia-los e corrigi-los.

Os pais, pelo matrimônio, recebem também a missão de evangelizar os próprios filhos e isso deve ser feito desde pouca idade. Temos aqui o papel da educação para a fé. Os pais, nesse sentido, podem ser auxiliados pela paróquia que é o lugar ideal para a catequese, tanto dos filhos quanto dos pais.

Os pais têm a função de prover as necessidades físicas e espirituais dos filhos enquanto pequenos. Na fase de crescimento esse respeito e dedicação servem para educa-lo no uso correto da razão e liberdade. Quando adultos os filhos devem ter a liberdade de escolher uma profissão e um estado de vida. Os pais podem dar a esse respeito conselhos e opiniões de boa vontade. Os conselhos devem ser mais prudentes, quando os filhos estão pensando em constituir uma família.

Ainda voltando à época do aprendizado, os pais devem escolher boas escolas para auxilia-los em seu papel de educadores.


IV - "A família e o Reino"


Os filhos crescem em sua maturidade e autonomia humanas e espirituais e também em sua vocação, que vem de Deus, em servi-lo. Os pais devem respeitar este chamado porque a primeira vocação do cristão é a de seguir Jesus Cristo. Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar fazer parte da família de Deus: "Aquele que fizer a vontade de meu Pai que esta nos Céus, esse é meu irmão, irmã e mãe" (Mt 12,50).

Os pais respeitarão e aceitarão esse chamado a um de seus filhos a seguir Jesus, numa vida de castidade, vida consagrada ou no sacerdócio.


V - "As autoridades na vida civil"


DEVERES DA AUTORIDADE CIVIS :

"Aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve" (Mt 20,26).

Aqueles que têm autoridade devem exerce-la em favor dos demais. Este exercício visa tornar manifesta a justa hierarquia de valores, facilitando o uso da liberdade e responsabilidade de todos. Então os superiores devem exercer a justiça distributiva com sabedoria para atender as necessidades e a contribuição de cada um e ter em vista a concórdia da paz.

Os poderes políticos devem respeitar os direitos de cada um, exercendo humanamente a justiça. E os direitos políticos ligados `a cidadania serão concedidos segundo as exigências do bem comum.